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“Noelle”: O mundo natalino e a busca pelo Papai Noel

[tempo de leitura: 2 minutos]

“Noelle”, longa natalino do Disney +, é uma desinteressante obra cinematográfica que, sem sucesso, apela para a fofura da atmosfera de Natal.


PPara quem ama Natal, o mês de dezembro chega e com ele vem a vontade de assistir a todos os filmes temáticos possíveis. Sejam antigos ou recentes, as películas natalinas fazem parte de tradições de final de ano, juntamente com os presentes, panetones e luzes pisca-pisca. Já sabendo dessa, as plataformas de streaming de vídeo não ficam de fora das produções e lançam conteúdos originais do tema, que nem são tão originais assim, já que não tem nada tão inovador para colocar num filme de Natal – mas quem se importa?

Dentre todos esses longas natalinos disponíveis, temos Noelle, da Walt Disney Pictures, que chegou no catálogo do Disney+ no Brasil alguns meses depois do seu lançamento nos Estados Unidos. Saindo ligeiramente do óbvio, o elenco central da história é a família do Papai Noel, que mora no Polo Norte e trabalha há dois mil anos para que o Natal aconteça no mundo.

Noelle Kringle (Anna Kendrick), da família de gerações do Papai Noel, é a personificação do espírito natalino na cidade. Responsável por fazer cartões temáticos e motivar as pessoas, ela não entende porque seu irmão Nick (Bill Hader) não está empolgado para seu primeiro ano como o Bom Velhinho.

Apesar de ter sido treinado a vida toda para isso, o rapaz não leva tanto jeito para o papel. Para tentar ajudar, Noelle sugere que Nick tire um final de semana de folga antes do grande dia, mas logo percebe que seu feriado favorito estará arruinado quando o irmão não retorna para casa. Todo o Polo Norte entra em colapso com a ausência do protagonista do Natal, e Noelle viaja junto com a Elfa Polly (Shirley MacLaine) para resgatar o irmão.

O clima de Noelle é bem divertido e os personagens estão em um eterno Natal – afinal de contas, moram na Terra do Papai Noel. As roupas, decorações, músicas e comidas que, geralmente, só aparecem em dezembro, são características permanentes de suas vidas.

Seguindo a mesma ideia de muitos longas, como Encantada (2007), também da Disney, a narrativa coloca uma personagem atípica no “mundo real”, e boa parte da trama gira em torno dos choques culturais que Noelle tem ao descobrir um lugar onde nem tudo é mágico e natalino. Por mais que essas histórias sejam legais e engraçadas, a execução do filme fica cansativa, com humor repetido e momentos extremamente previsíveis. Algumas piadas são até legais, mas perdem a graça quando são usadas várias e várias vezes ao longo da história.

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Shirley MacLaine e Anna Kendrick, respectivamente

Já sabemos que esses clichês de Natal não têm muitas novidades, mudando apenas personagens e o lugar, mas mantendo o mesmo ritmo de uma história que remeta à importância da família e do amor. Todavia, Noelle ficou tão fácil de presumir o desenrolar que já prever o final logo nas primeiras cenas. Tirando a questão de ter a família do Papai Noel, o resto da história não tem nada de minimamente surpreendente. Sobretudo, fora alguns momentos engraçadinhos ou fofos, Noelle é desinteressante e monótono até mesmo para uma grande amante dos filmes natalinos.

deborah almeida

mineira, jornalista e feminista. viciada em filmes adolescentes e de terror, amante de seriados e enaltecedora das divas pop. tanto 8 quanto 80, apaixonada por palavras, colecionadora de cartão postal e louca dos tsurus de origami.

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