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O despertar da versão nutela das Tartarugas Ninjas

[tempo de leitura: 3 minutos]

Apresentando as tartarugas para uma nova geração, “O Despertar das Tartarugas Ninja: O Filme” perde parte da essência de suas personagens.


RRenovando o universo  das Tartarugas Ninjas para um público jovem, a mais nova animação da Netflix que fecha o arco da série de 2018 com duas temporadas,  em um difícil exercício de retomar  acontecimentos  dois anos após o último episódio da série, que está disponível na Apple TV+. Dirigido por Andy Suriano e com um elenco de milhões emprestam seu talento e sua voz, a última temporada traz um fim agridoce para a história de Leonardo, Rafael, Donatello e Michelangelo.

Nesse primeiro plot da história somos levados a um contexto caótico em 2044 em que as tartarugas e alienígenas se enfrentam em uma batalha épica e quando o vilão Krang consegue pegar uma chave e espalhar a destruição. Leo incentiva Casey, seu aprendiz a voltar no tempo e não deixar que essa chave caia na mão dos vilões para que isso se repita. Depois disso a trama lembra até “Vingadores: Ultimato” e Casey é que faz esse ponto em comum com as tartarugas ao voltar no tempo em que elas são adolescentes e imaturas.

Precisamos falar sobre os protagonistas aqui: Leonardo é totalmente diferente do que conhecemos, ele tem muito mais humor até do que seu irmão Michalangelo, me incomoda bastante a forma como esse humor de Leo é atualizado ao extremo, entendo que faz parte do amadurecimento dele ao longo da narrativa, mas poderia ser bem menos. Rafael aqui é o outro extremo:  ele é quase o líder, apesar do temperamento mais turrão e parecido com as versões anteriores. Michelangelo é até engraçado, porém, não mais  que o Leo, isso que é curioso, continua pedindo pizza mas ele tem até um senso maior de responsabilidade do que o próprio líder, enquanto Donatello talvez seja o único com temperamento mais fiel às versões já mostrada anteriormente, ele é tecnológico e medroso, muito parceiro de todos e sempre preocupa bastante com o grupo. Até o próprio Mestre Sprinter tem uma personalidade bem artificial e um humor bem fraquinho que apesar de ser sábio, suas piadas não funcionam.

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As cenas de ação são bem estruturadas e amarradas, afinal quase todo o filme é uma bela pancadaria e ver nossos heróis aprendendo a ser heróis, além de todas as questões de serem marginalizadas mas que no balanço as cenas de lutas são bem coreografadas  e é bacana ver isso em tela.

Talvez o grande diferencial desse filme seja os poderes, parece que a forma que esses poderes místicos são colocados aqui parece uma alternativa fácil para resolver os seus impasses e salvar a cidade ao mesmo tempo que isso é tirado deles ao longo da história para provar que eles são as tartarugas ninjas e que são capazes mesmo sem os seus poderes.  O poder de Leo é poder teletransportar e poder soltar como se fosse um laser sobre a espada, Rafael consegue criar um campo de força maior e usar para atacar, Donatello consegue criar armas holográficas e usar em ação e Michelangelo descobre o poder de criar portais que pode passar por multiversos.

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Falar em aspectos técnicos, a animação é bem moderna e dinâmica, podemos reparar como cada tartaruga tem o seu próprio design, Rafael é maior e mais forte,  Donatello e Michelangelo tem cores mais parecidas e um tipo físico mais magro, enquanto Leonardo, o líder tem um verde mais claro e manchas em seu corpo. Acho que o maior ponto de estranheza é aqui, em um visual muito moderno que muda demais os traços e isso faz com que o fã antigo questione mais.

O que deixou a desejar é que poderia ter feito um grande crossover com as tartarugas de outras eras e desenhos icônicos aproveitando a força desse roteiro para fazer algo épico mas eles mesmo decidem ir até ali o que acaba deixando a experiência bem aquém.

O despertar das Tartarugas Ninjas: O filme até atualiza bem a franquia mas pode deixar que o telespectador mais tradicional indague mais das personalidades e da forma como os podres são colocados na história, apesar de fechar um ciclo da série, esse filme será inesquecível com o passar dos anos e somente essa geração nova que conseguirá embarcar nessa nova aventura.

É Fotógrafo freelancer, formado em Jornalismo pela PUC Minas e se descobriu Crítico no meio de uma pandemia. Apaixonado por animações Disney, sonha em ir para os parques de Orlando.

Ainda, é noveleiro de tramas boas enquanto tenta se redescobrir no mundo do Cinema e da TV — e como o audiovisual pode proporcionar a experiência humana.

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