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A dinâmica de bom presságio em “Sorte”  

[tempo de leitura: 3 minutos]

“Sorte”, nova animação da Apple TV+, chega para trazer os conceitos de sorte e azar em uma animação divertida e leve.


SSob o comando de Peggy Holmes, a animação Sorte estreou no catálogo da Apple TV+ no dia 5 de agosto e causou um burburinho pela sua temática e estilo animado. O longa é estrelado pro Eva Noblezada, Simon Pegg e Whoopi Goldberg.

Na história conhecemos Sam, uma garota que acabou de completar 18 anos e precisa lidar com os desafios da vida adulta como trabalhar e estudar, grande amiga de Hezel, uma criança no orfanato com quem sonha em ter um família, porém nossa protagonista tem mais azar que sorte. O plot de Sorte acontece quando ela ganha uma “moeda da sorte” pelo gato preto, Tom e ainda consegue perder o que te dava mais sorte e principalmente cumprir a promessa de entregar uma moeda da sorte para Hezel, desde então sua jornada começa.

O legal está em como a narrativa trabalha os conceitos de sorte e azar, desde os símbolos: coelho, gato preto, trevo de quatro folhas, elfos e todo um universo de criatividade para o telespectador. A protagonista Sam, lembra em muitos momentos Lindsay Lohan na amada comédia romântica Sorte no Amor. O que destaca em nossa mocinha é que mesmo azarada, seu jeito altruísta demais pensar em Hezel do que nela própria.

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A medida que Sorte vai avançando vemos que Sam entra na Terra da Sorte, somente aí a história cresce em grande proporção, aqui entendemos todo o funcionamento da palavra sorte e o que aquelas criaturas naquela terra fornece para dar sorte aos humanos, funcionando quase como um Divertidamente e Soul vemos como esses conceitos são bem trabalhados em uma forma de resolver o impasse de Sam e fazer com que a humana não fique ali para justamente não da azar. Falando em azar, temos o oposto em Azarópolis, terra do azar. É muito rico como a história preocupa em não só desenvolver o conceito de sorte mas o de azar também e principalmente em Sam que é o azar em pessoa.

Tom é o que da o charme para a história, apesar de ambíguo em muitos momentos não sabemos se ele diz a verdade ou não e principalmente vemos que ele é bem solitário, com a chegada de Sam, no início eles decidem que tudo será apenas profissional, sem abraços e apenas uma promessa, pegar uma moeda e sair da Terra da Sorte mas o gato decide encarar a missão mesmo a contra gosto e ajudar a jovem, além de fofo, Tom garante boas risadas ao telespectador e em cada situação que eles se encontram.

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O que é legal de analisar em Sorte é que não há presença de vilões. Aqui a maior antagonista é a própria Sam e a aleatoriedade do azar — mas como isso acontece com a protagonista, é tudo de forma muito orgânica e dinâmica.

Agora temos que enaltecer os aspectos técnicos. Podemos perceber que tanto Terra da Sorte tem uma coloração mais esverdeada, enquanto Azarópolis tem uma coloração mais roxa e cores complementares, além de criaturas encantadoras como unicórnios e dragões.

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O que deixou a desejar em alguns aspectos foi saber mais da história de Hezel. Ela tem a função principal na história mas acaba sendo engolida pelo “Mundo da Sorte” em grande parte da projeção. Outro ponto que faltou foi a trilha sonora. Apesar de ser assinado pelo compositor John Debney, que compôs para Expresso Polar, senti falta de uma música que fosse a assinatura e o tema do filme.

Sorte cumpre o que promete ao tratar de um tema tão universal de maneira simples e complexa em colocar sorte e azar no mesmo patamar no mundo imaginário e no mundo real.

É Fotógrafo freelancer, formado em Jornalismo pela PUC Minas e se descobriu Crítico no meio de uma pandemia. Apaixonado por animações Disney, sonha em ir para os parques de Orlando.

Ainda, é noveleiro de tramas boas enquanto tenta se redescobrir no mundo do Cinema e da TV — e como o audiovisual pode proporcionar a experiência humana.

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