#ReleaseTheSnyderCut: entendendo o movimento + a versão de Zack Snyder para “Liga da Justiça”

#ReleaseTheSnyderCut: Entendendo O Movimento + A Versão De Zack Snyder Para “Liga Da Justiça”
[tempo de leitura: 28 minutos]

Com o fracasso de “Liga da Justiça” (2017), fãs começaram o movimento #ReleaseTheSnyderCut em busca do lançamento da versão do diretor Zack Snyder para o filme dos heróis.


Nota do Colab: este texto contém, mais ao final, um compilado com a reconstrução parcial da narrativa original de Liga da Justiça, cheia de spoilers.

 

VVocê não pode salvar o mundo sozinho. Mas basta uma pessoa para dar início a um movimento. E com um pouco de sorte, você talvez tenha um #ReleaseTheSnyderCut em mãos.

O movimento, que começou na internet e hoje já se espalha pelo mundo “offline”, é uma campanha global que tem um único objetivo: pressionar a Warner Bros. Pictures e a DC Comics a darem a oportunidade de Zack Snyder lançar a sua “Versão do Diretor” do infame Liga da Justiça (2017) – daí a hashtag, “Libere o Corte do Snyder“.

Não entendeu? A gente explica! Mas fica o aviso: essa é uma história cheia de detalhes e reviravoltas, resumida ao máximo logo abaixo, para uma leitura mais rápida e mais coesa.

 — Fãsite do #ReleaseTheSnyderCut (1): For Snyder Cut 

 — Fãsite do #ReleaseTheSnyderCut (2): Snyder Cut 

 

DC No Cinema

Já é de conhecimento público que a construção do Universo Cinematográfico Extendido da DC não deu muito certo. Zack Snyder, responsável pela direção dos três primeiros filmes que compõe canonicamente esse universo, deu início ao sonho em 2013, com o lançamento do intrigante Homem de Aço, seguido pelo divisivo Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016) e, enfim, o balde de água fria conhecido como Liga da Justiça (2017).

Snyder imaginou uma linha narrativa de cinco filmes, compostos por planos e ideias que iam em caminhos diferentes daqueles que a Warner Bros. Pictures e a DC Comics queriam ver em prática. O diretor, no entanto, nunca pôde ver sua visão ganhar vida e, muito menos, finalizar seu terceiro capítulo.

 

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O diretor Zachary “Zack” Snyder

Sai Snyder, Entra Whedon

Toda a história referente ao #ReleaseTheSnyderCut começa em maio de 2017, durante a pós-produção de Liga da Justiça, quando a Warner anunciou o afastamento de Zack Snyder  do filme, resultado de sua decisão em se dedicar à família após o suicídio de sua filha. Mas com uma película não finalizada, o estúdio recorreu à Joss Whedon, ex-empregado Marvel e nome importante na construção do bem-sucedido MCU, para pegar o bastão deixado por Snyder.

Na época, a história amplamente divulgada era a de que Whedon já estava envolvido na produção do filme como um dos produtores-executivos, tendo conhecimento pleno dos planos de Zack para o longa. Como todas as cenas já haviam sido filmadas, Joss teria a responsabilidade de filmar as vindouras regravações e fazer o corte final do filme. Assim, Liga da Justiça chegaria aos cinemas como teria sido programado: um filme de Zack Snyder.

Com o lançamento do longa, rapidamente ficou claro que a verdade era outra, abrindo o espaço necessário para o #ReleaseTheSnyderCut.

 

Pré-#ReleaseTheSnyderCut: Tchau, Snyder

Aos poucos, começou a se desvendar a história por trás do afastamento de Snyder. Embora o motivo seja 100% verdadeiro, o anúncio oficialmente foi marcado pelo eufemismo. Zack não estava apenas se afastando temporariamente, mas sim definitivamente.

O estúdio, provavelmente insatisfeito com a visão do diretor para o futuro e acoados pela recepção do público, acabou demitindo o cineasta (ou ele se demitindo, vai saber…). Seu cargo foi passado para Joss Whedon, já envolvido com o Universo, e lhe foi dada a missão de coloca-los [Warner/DC] nos eixos, como foi feito com o MCU.

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Joss Whedon, diretor de “Os Vingadores”

Mas, no final, a tentativa de salvar o filme acabou enterrando-o de vez, levando Liga da Justiça a flopar entre os críticos. Os especialistas (e o público) não conseguiram engolir o longa, achando-o confuso, sem fio e descompassado, com um vilão mal-executado e efeitos especiais e computação gráfica muito mal feitas – principalmente nas cenas envolvendo o Superman.

A Liga de Joss acabou virando piada. E junto, os fãs deram o pontapé para o #ReleaseTheSnyderCut: no dia 19 de novembro, dois dias após o lançamento mundial do filme, uma petição foi lançada pedindo pelo Corte do Snyder (com a trilha sonora original de Junkie XL).

 

Nasce o #ReleaseTheSnyderCut

Com o fracasso crítico e comercial de Liga da Justiça, as pessoas começaram a se questionar sobre o “real” envolvimento de Zack Snyder com o filme, fomentando as bases do #ReleaseTheSnyderCut. Será que aquela era a história que ele pensou e executou desde o começo? E se ele se afastou da produção antes mesmo de poder edita-la, não seria lógico imaginar que a película teria uma influência muito menor de sua visão?

Curiosamente, na ficha técnica do filme, que envolve uma série de regras sindicais levadas MUITO a sério dentro de Hollywood, Snyder tem seu nome creditado no exercício do roteiro apenas como “Uma história por Zack Snyder“, além da direção – o longa é, de fato, apresentado como “Um filme de Zack Snyder“. No entanto, Whedon teve seu nome creditado como “Um roteiro de Chris Terrio e Joss Whedon“, o que por si só representaria uma alteração profunda na concepção do longa, principalmente considerando que até a saída de Zack, era de conhecimento público que o roteiro era assinado apenas por Chris Terrio.

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Zack Snyder durante as gravações de “Liga da Justiça”, trabalhando em um storyboard do Exterminador e usando as luvas do uniforme do Batman

Foi então que começou a surgir o território para o #ReleaseTheSnyderCut, com as pessoas percebendo que o Liga da Justiça lançado não representada a visão original do diretor. Pelo menos não inteiramente. E as mudanças eram perceptivas antes da estreia: o trailer final, por exemplo, já mostrava o dedo de Joss Whedon, com um uso de cores vivas e humor leve, contrários ao universo obscuro e dramático da filmografia de Snyder.

Mas não só a diferença de filtro ou comédia alimentavam o movimento. Rever os trailers significava ver que diversas cenas não entraram no corte final, assim como arcos já confirmados haviam sido diminuídos (ou extintos) e personagens anunciados nem mostraram a cara nas duas horas e meia de exibição.

Somado a isso, integrantes mais devotos do #ReleaseTheSnyderCut foram além e entraram em contato, através das redes sociais, com pessoas da produção. As respostas sempre foram consistente, alegando que Zack gravou toda a sua visão (afinal, quando Snyder saiu, 100% da fotografia principal já havia sido filmada) e que essas gravações estão armazenadas em algum lugar. Uniformemente, essas pessoas completavam falando que a “única” coisa que estava faltando era a parte mais trabalhosa e cara da produção: os efeitos visuais e especiais.

 

Juntando os Cacos

Dois anos de informações é o que o #ReleaseTheSnyderCut tem. Informações que garantem que a Versão do Diretor para Liga da Justiça foi grava integralmente e, embora não tenha sido finalizada, uma considerável parte tenha sido editada com todos os efeitos especiais. Para completar, Junkie XL confirmou recentemente que a sua trilha sonora original foi totalmente terminada, antes do compositor ser substituído por Danny Elfman, com a entrada de Whedon.

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Zack Snyder dirigindo Ben Affleck e Gal Gadot em “Liga da Justiça”

Essas informações também falam sobre a trilogia Liga da Justiça, imaginada por Snyder. Ainda que os roteiros de Liga 2 e 3 nunca tenham sido escritos, o diretor já tinha tudo planejado para o arco destes heróis. O primeiro filme, por exemplo, terminaria com Darkseid indo buscar o Lobo da Estepe na Terra, além de uma pequena participação do Lanterna Verde.

O segundo iria para o espaço, com os heróis (junto ao Lanterna) indo em busca de Darkseid em seu planeta natal Apokolips, dando então a abertura para os Novos Deuses (filme que a diretora Ava DuVernais está responsável). No segundo filme, inclusive, Bruce morreria. Baseado nos comentários de Snyder, o herói iria se sacrificar em uma batalha contra Darkseid, em uma história baseada no arco da HQ Crise Final, de 2008.

O capítulo final mostraria as consequências do segundo filme, onde a Liga teria sido derrotada por Darkseid e a Terra estaria dominada pelo vilão  – daí, imagina-se, viria a visão do Batman em Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

 

As Migalhas Que Alimentam o #ReleaseTheSnyderCut

Sem atividade no Twitter, Facebook ou Instagram, Zack Snyder é um usuário ativo da rede social Vero, uma espécie de mistura entre as três redes citadas. Seu perfil oficial é uma mina de ouro para aqueles que procuram respostas. No meio de centenas de postagens e eventuais interações, os fãs sabem a resposta da pergunta primordial do movimento: embora Zack nunca tenha visto a versão do filme lançada no cinema, já ficou claro que o produto lançado está longe de ser o Liga da Justiça imaginado por ele.

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Zack Snyder dirigindo uma das cenas de flashback de Victor Stone pré-Ciborgue, retirada do corte final

Com essa informação em mãos, o #ReleaseTheSnyderCut conseguiu o gás que precisava para seguir em frente e ganhar cada vez mais espaço, reunindo um grupo que vai de pessoas ordinárias até à equipe de produção do longa e os atores envolvidos. E mais importante que isso, Zack Snyder parece se divertir com a ideia de um grupo de fãs fiéis, liberando, de forma constante, fotos, frames, artes conceituais e storyboards do filme que planejou e de suas outras produções DC, além de interagir com resposta a determinados questionamentos (como confirmações de referências e easter-eggs).

 

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Pôster feito por Boos Logic para o “Snyder Cut”

Mas Afinal… O Corte Existe?

Sim. O corte de Snyder existe. E essa notícia não é tão velha assim!

A primeira confirmação de que a versão do diretor é real aconteceu apenas há oito meses, quando o próprio Zack Snyder, em convenção, confirmou que há sim um corte feito por ele. E, de acordo com ele, esta versão tem 214 minutos de duração. Um total de três horas e 34 minutos. Mas faltam os efeitos especiais, e, infelizmente, o lançamento não depende dele, e sim da Warner – daí a movimentação do #ReleaseTheSnyderCut para visibilidade.

Atualização de 26/12/2019: No último dia 24, o diretor atualizou os fãs comentando que “o filme não está 100% finalizadao, faltando algumas coisas que eu quero fazer”, mas que “todas as difíceis escolhas criativas estão prontas”.

A notícia ganhou espaço nos maiores portais de notícias, mas acabou ficando por isso mesmo. O capítulo voltou a fazer manchete quando, há três meses, Jason Momoa postou no Instagram agradecendo o cineasta por ter mostrado a ele o mítico Corte Snyder, e comentando que [o corte] “é incrível”. Ainda, o ator, em uma entrevista liberada no dia 1 de novembro, contou que sim, a versão é melhor do que a lançada!

 

Hoje É O Dia

Recentemente, o movimento #ReleaseTheSnyderCut tem realizado eventos programados dentro do Twitter afim de se fazer ouvido. Na segunda movimentação global do grupo, realizado no dia 17 de novembro, a hashtag se tornou o assunto mais comentado do mundo no microblog. Em 24h, a frase foi tuitada mais de 770,000 vezes, com um alcance superior a 800 bilhões de visualizações.

Este número, em particular, pode ser facilmente associado como a resposta de uma notícia que colocou os fãs em polvorosa. De acordo com a jornalista e membro da Associação de Críticos de Cinema Grace Randolph, o dia 17 era O dia. Através de um tuíte, Randolph falou que aquele era o dia em que as pessoas estaria ouvindo as preces dos fãs, e que “coisas estão acontecendo em Hollywood“.

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“A hora chegou. #ReleaseTheSnyderCut (Lancem o Corte do Snyder.)”

A hashtag #ReleaseTheSnyderCut acabou ficando por horas entre os assuntos mais comentados do Twitter e virou manchete em diversos sites de jornais e revistas do mundo – além de fazer Zack Snyder trocar o Vero pelo microblog por alguns minutos.

 

A Interferência Whedon

Dois dias após o “tuitaço” programado, em 19 de novembro, o The New York Times publicou uma matéria explicando a movimentação e o significado da hashtag em si. O artigo ainda faz uma revelação, explicando o que faz do #ReleaseTheSnyderCut um movimento legítimo.

De acordo com Kyle Buchanan, o jornalista que assina a matéria, Liga da Justiça foi realmente vítima de muitos cortes, com Joss Whedon adicionando cerca de 80 páginas ao script, com adições e alterações ao roteiro de Snyder. Tendo em vista que cada página de roteiro é mais ou menos um minuto de filmagens, 80 páginas se traduziriam a 1h20 de gravações. 1h20 de gravações que não faziam parte do roteiro original, responsáveis por descartar 1h20 do filme de Zack.

Supostamente, estas páginas adicionam cenas para a Mulher-Maravilha, Lois Lane e Martha Kent (não sei aonde elas foram parar no filme, mas tudo bem), enquanto apagaram praticamente todo os arcos envolvendo as histórias pessoais do Aquaman, Flash e Ciborgue – com este último sofrendo mais entre o trio. E além de adicionaram mais piadas e cenas cômicas (como o Flash caindo com a cara nos peitos de Diana), o roteiro de Whedon tornou o filme mais mastigável, com menos referências e menos mitologia, fazendo do longa uma história simples, sem complexidade e muito mais humor, afim de agradar melhor ao público – mesmo que isto, consequentemente, tenha criado furos ao longo da narrativa.

 

Lançamento no HBO Max?

Paralelamente a movimentação do #ReleaseTheSnyderCut do dia 17 de novembro, começaram a surgir pequenos burburinhos de que a versão de Snyder de Liga da Justiça poderia ser lançada com exclusividade pelo HBO Max, afim de reforçar o catálogo do vindouro serviço de streaming da Warner, prevista para lançamento em 2020. Embora os portais de comunicação apontem esta jogada como um grande trunfo para o estúdio, se de fato eles decidirem utiliza-la, uma fonte ligada ao estúdio afirma que tudo não passa de um sonho sem fundamentos – para esta notícia, Snyder responde: “Não perca as esperanças“.

Por outro lado, em um artigo publicado no site da revista norte-americana Forbes, o roteirista Mark Hughes aponta que lançar o Corte do Snyder passou de uma brincadeira para uma causa legítima. E por fazer parte dos bastidores, o contribuinte da Forbes vai mais além e revela um fato inédito: ele comenta a existência de uma campanha para minimizar e até mesmo descreditar o movimento #ReleaseTheSnyderCut, com pessoas sendo instruídas a mentirem ou omitirem o fato de que 1. o Corte existe, e 2. diversas pessoas o assistiram. A tal da campanha ainda iria contra o que dezenas de pessoas envolvidas na produção do filme (e o próprio diretor) vem falando por dois anos.

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“Ele [Superman] ainda está para ascender”, em imagem liberada por Zack Snyder da Morte do Superman em “Batman vs Superman”.
No artigo, Hughes também explica porquê o lançamento pelo HBO Max faz total sentido: iria requerir muito menos investimento, traria fãs interessados e geraria renda – e se o filme fizesse sucesso pela plataforma, a Warner ainda poderia ganhar mais com um lançamento limitado nos cinemas. E se de fato for verdade que o investimento para finalizar o Snyder Cut está na casa dos milhões de dólares, na pior das alternativas o estúdio pode liberar o produto para o público do jeito que está: “80% finalizado, com as gravações, efeitos visuais e som”.

Mesmo que boa parte do texto de Mark Hughes sobre o #ReleaseTheSnyderCut seja baseado em conjecturas e opiniões pessoais, o roteirista traz pontuações interessantes. Sem contar, é claro, a sua posição em Hollywood, capaz de lhe dar conhecimento em assuntos dos bastidores.

 

Mas Quem Apoia o #ReleaseTheSnyderCut?

Nessa altura do campeonato, o #ReleaseTheSnyderCut ganha cada vez mais adeptos.

Entre os principais nomes estão Gal Gadot (a Mulher-Maravilha), Ben Affleck (o Batman), Ray Fisher (o Ciborgue), Ciaran Hinds (o Lobo da Estepe), Jesse Eisenberg (o Lex Luthor), Fabian Wagner (diretor de fotografia do filme), Jay Oliva (amigo de Snyder e artista de storyboard do longa, que recentemente falou no Twitter que a história de Zack era uma narrativa épica, tão justa como todas as outras versões já vista dos personagens e inspiradas em um mundo pós-eventos como o 11 de setembro), Kevin Smith (diretor e roteirista) e, claro, o próprio Snyder.

No que tange pessoas relacionadas ao filme, ainda temos Samantha Win e Christina Wren (uma Amazona e uma Militar do DCU), Nick McKinless (o Ares de Liga da Justiça), Freddy Bouciegues (coordenador de dublês de Liga da Justiça, que também mostrou seu suporte liberando filmagens de ensaios de lutas do filme), Ray Porter (o Darkseid), Sam Benjamin (no filme, ele seria uma das forças militares) e Joe Manganiello (o Exterminador, que aproveitou para postar fotos exclusivas e nunca antes vistas).

Mas a lista de apoiadores do #ReleaseTheSnyderCut não para por aí, e segue com Damon Lindelof (showrunner da série da HBO Watchmen), David Ayer (diretor de Esquadrão Suicida), Diane Nelson (antiga Presidente da divisão DC Entertainment), Jackie Earle Haley (o Rorschach, do filme Watchmen), Yahya Abdul-Mateen II (o Arraia, de Aquaman), Jesse Rath (o Brainiac-5, de Supergirl), Butcher Billy (artista/desenhista que já prestou serviços para a Marvel e DC), Lee Bermejo (desenhista/quadrinista responsável por HQs como Coringa), Brett Booth (ilustrador da DC) e Ed Boon (cro-criador dos jogos Mortal Kombat e Injustice).

E, por fim, outras celebridades entraram na onda do #ReleaseTheSnyderCut, como Dave Bautista (o Drax, de Guardiões da Galáxia), Simu Liu (o protagonista do vindouro Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis), Scott Derrickson (diretor de Doutor Estranho), Stefan Kapičić (o Colossus, de Deadpool), Josh Trank (diretor do reboot de 2015 do Quarteto Fantástico), Zak Penn (roteirista de filmes como Os Vingadores e Jogador No 1), Boss Logic (artista gráfico, que mostrou seu suporte providenciando um pôster para o “lançamento” da versão no HBO Max), DeAndre Jordan (jogador de basquete da NBA), Mike Godwin (criador da Lei de Godwin), Dave DuFour (podcasters de esportes e comentarista da NBA), Rob Liefeld (ilustrador da Marvel), Omar Jimenez (correspondente da CNN), Cecil Lammey (escritor do Football Guys), Joko Anwar (cineasta/diretor), Jon Quasto (anunciador do WWE) e Bobby Roe (ator e cineasta).

Ufa. Por enquanto é “só”…

 

A Liga de Snyder

Após toda essa narrativa, chegamos na parte interessante sobre o #ReleaseTheSnyderCut. O que se sabe da história contada por Snyder em sua mítica versão de diretor? A seguir, listamos absolutamente tudo que já foi postado sobre o Snyder Cut até hoje, sem filtro e com muitos spoilers.

A lista segue a cronologia narrativa exposta no filme lançado. Tentamos ao máximo criar uma linha do tempo de como seria o filme de Snyder com as informações que já foram publicadas até agora.

 — Nosso Especial sobre a Liga da Justiça + crítica do filme 

A narração a seguir é um resultado de matérias publicadas por toda a internet e redes sociais, com links para publicações visuais feitas Zack Snyder no Vero e vídeos no Youtube.

* Os colchetes em vermelho/negrito [] são é uma narração do filme, afim de estabelecer melhor a narração.

** O fãsite pró #ReleaseTheSnyderCut, For Snyder Cut, tem uma página especial compilando absolutamente todas as imagens que já foram reveladas do Snyder Cut, seja por Zack ou por outras pessoas envolvidas com a produção técnica do longa, como artistas de ffilmestoryboard e artes conceituais.

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[A cena do Superman dando uma entrevista a dois garotos não existe no Corte original, sendo uma adição de Joss Whedon – vide o desastroso CGI.]

[Bruce tentando capturar um Parademônio também é uma adição de Whedon. Consequentemente, o Batman entender que os Paradêmonios são capazes de “sentir medo” é uma confecção de Whedon nas regravações e não tem nenhum peso no filme de Zack. A cena também faz referências aos diários de Lex, que no Corte de Snyder teriam um peso maior.]

[A introdução, com a música Everybody Knows aos fundos, é uma adição de Whedon – a única que realmente é aceitável e deveria ser incorporada ao Corte de Snyder.]

Liga da Justiça seria aberto com a batalha entre as tropas de Apokolips e as tribos defensoras da Terra (Homens, Amazonas e os Atlânticos), como vistas no filme lançado nos cinemas. A versão de Snyder, no entanto, é longa e mais detalhada, e traz o jovem Darkseid (Ray Porter), conhecido como Uxas, tomando o lugar que na versão final foi dado por Lobo da Estepe (Ciarán Hinds). O poderoso vilão ainda teria uma luta mão-a-mão contra Ares (Nick McKinless). Esta mesma batalha também seria protagonizada por Antíope (Robin Wright), com Snyder mostrando um pouco mais do passado da tia de Diana (Gal Gadot) como uma guerreira Amazona.

No final das mudanças feitas por WhedonMcKinless só é creditado como um dublê (aparecendo muito rapidamente), enquanto Darkseid e Antíope são completamente apagados. Vale lembrar que em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, Lex (Jesse Eisenberg) faz uma referência ao vilão, avisando que “Ele está com fome, ele nos encontrou, ele está chegando“.

A frase “Não há protetores aqui. Sem Lanternas. Sem kryptonianos. Este mundo vai sucumbir. Como todos os outros.“, que ouvimos no trailer da Comic-Con, é originalmente falada pelo Lobo para Desaad, braço direito de Darkseid. A especulação é que esta informação seja o resultado da interação que Lex tem com o Lobo, como vista no final da versão estendida de Batman vs Superman. No filme de Whedon, a fala foi completamente apagada, assim como a participação de Desaad. Não se sabe quem o interpretaria no longa.

[Bruce começa a sua busca pelos meta-humanos, começando por Aquaman.]

No filme de Snyder, é desconhecido o que Bruce Wayne (Ben Affleck) estava fazendo antes de ir em busca dos meta-humanos, começando por Arthur Curry (Jason Momoa). Especula-se que o que quer que seja, é algo que necessita de tempo, principalmente considerando a interação que ele tem com o Aquaman, estando barbado – uma cena, inclusive, que foi regravada por Whedon.

[Bruce no jatinho, conversando com Alfred.]

Imagina-se que a interação de Alfred e Bruce no jatinho também faça parte das refilmagens.

Considerando a informação acima, entre as cenas deletadas de Diana está uma interação com o Bruce onde eles discutem sobre o processo de entrar em contato com os metahumanos, vistos no HD da Lexcorp em Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Em uma cena do trailer, é possível vê-la discutindo com Wayne, quando ele conta ter sido rejeitado por Arthur e estar partindo para o próximo de sua lista.

Na primeira prévia do filme, há uma narração feita de uma conversa entre os dois, possivelmente sendo parte da conversa que eles tem juntos. Ainda, em algum momento do longa, o Morcego conta à Diana o sonho que teve com o Pesadelo, com uma parte mostrada no trailer “Heróis” – mas excluída do corte final.

O enredo que traz Bruce e Diana flertando também é uma adição de Joss.

O Corte também exploraria a culpa que Bruce sente pela morte do Superman (Henry Cavill). O sentimento seria tão grande que no meio do arsenal do Batman, há o uniforme danificado que ele usa na batalha contra o kryptoniano em Batman vs Superman, junto a um holograma do herói – uma ideia parecida com a exposição do uniforme de Jason Todd, assassinado pelo Coringa, mostrado no mesmo filme.

[Cena com o Flash.]

Acredita-se que o Flash (Ezra Miller) tenha tido suas habilidades suprimidas por Whedon, que queria um herói menos consciente de suas habilidades – levando-o a retirar boa parte de seu enredo pessoal. Em uma cena deletada e com efeitos não finalizados, Iris West (Kiersey Clemons), par romântico do herói, sofre um acidente de carro, sendo salva por Barry. Esta, talvez, seria a primeira vez que Barry tem ciência de seu poder, além de possivelmente ser a cena de introdução de ambos. Mais sobre a participação de Iris é desconhecida, mas ela teria um arco bem maior – correspondendo uma parte significativa do arco do Flash.

Com Barry sendo o maior alívio cômico do filme, seu humor seria diferente do exposto por Whedon. Ainda, ele seria muito mais fanboy do Batman do que demonstrado no longa, e também teria uma relação bastante amigável com Victor Stone (Ray Fisher), o Ciborgue.

[Cena com Silas Stones saindo da S.T.A.R. Labs e indo para casa, onde conversa com um Victor Stone reprimido.]

Essa cena em particular pode ser umas de Snyder, uma vez que na versão do diretor o Ciborgue além de reprimir sua existência no mundo, teria um arco maior e muito mais importante. De acordo com Zack, Victor é o coração do seu filme.

Silas Stone (Joe Morton), inclusive, tem sua participação reduzida por Whedon. O pai de Victor Stone teria um papel mais ativo e muito mais crucial. Além disso, os fãs veriam Ryan Choi trabalhando ao lado de Silas nas S.T.A.R. Labs. O terceiro homem a assumir o manto do Átomo/Eléktron seria interpretado por Ryan Zheng, que partilharia das descobertas de Stone sobre as Caixas Maternas – que ele nomeia como “máquinas de mudança”. Não se sabe se Choi sofreria o acidente que o torna no herói.

[Parademônios vasculhando a S.T.A.R. Labs pela Caixa Materna.]

[Lobo da Estepe invadindo Temíscira através de um tubo de explosão, derrotando as Amazonas e conseguindo a primeira das três Caixas Maternas.]

Nesta cena em particular, o Lobo da Estepe refere à Caixa como “Mãe“, acrescentando “Você finalmente me chama pra casa.“. Em um rumo que eu não consegui confirmar ou desmentir, as Caixas Maternas são o resultado do encarceramento de Hegra, mãe do vilão Darkseid. Se verdade, isso justificaria o interesse do vilão em uni-las, através do processo conhecido como Unidade, e o motivo delas terem uma espécie de consciência.

[Diana recebe um aviso das Amazonas, que acendem uma “tocha de aviso” – a tocha sendo o Templo das Amazonas.]

[Lois Lane e Martha Kent interagem durante um café, no Planeta Diário. Essa cena é uma adição de Whedon, com a infâmia piada de Lois é a “pessoa mais sedenta (de safada) que ele conhece”.]

Falando sobre Lois Lane (Amy Adams) e Martha Kent (Diane Lane) interagindo, em algum ponto do filme de Snyder elas teriam um momento a sós. Durante um café, após as duas se despedirem, Lois se transformaria em ninguém menos que J’onn J’onzz, o Caçador Marciano. Rapidamente, então, J’onzz mutaria de volta ao corpo do seu alter-ego Secretário da Defesa Calvin Swanwick (Harry Lennix), o General que interroga o Superman em Homem de Aço. A cena foi toda gravada, com excessão da perspectiva de Swanwick.

Com a revelação de que Swanwick é o Caçador de Marte, os fãs entenderam o sloganUnam Os Sete, utilizado durante a campanha de marketing do filme. Com Clark, Diana, Bruce, Arthur, Barry e Victor, o time de heróis seria completado pelo sétimo integrante: J’onn J’onzz.

[Diana encontra Bruce na Batcaverna – ex-hangar aéreo.]

Com as regravações, o hangar aéreo de Bruce foi todo apagado por Whedon, assim como referências ao Flying Fox, a nave que serve de base-área e GQ da Liga da Justiça. Estas cenas foram regravadas e o hangar foi refeito para parecer apenas uma extensão da Batcaverna. E com o Flying Fox sendo deletado, esta foi substituída por uma espécie de jato (a nave que Bruce trabalha quando Diana chega para falar que a invasão “Já está aqui.“). Consequentemente, a presença do Exterminador no local também foi deletada – o vilão está presente apenas nos pós-créditos. Nos trailers, é possível ver Bruce e Diana conversando dentro do Flying Fox.

Não só o hangar some, como algumas das cenas do Batman. Nas mãos de Joss, o Morcego perde um pouco de seu arco e ganha piadas. Não se sabe exatamente o que exatamente foi apagado.

[“[O ataque] Já está aqui.”. Diana narram, então, a batalha entre as tropas de Apokolips e a Terra.]

Como a batalha foi reeditada e mudada por Whedon, pouco se sabe qual a extensão real da cena – como comentado no começo. Sabe-se que no filme de Snyder, Diana então visita um local onde antigas pinturas da batalha são vistas, narrando a história mostrada ao público em grandes detalhes artísticos. Esse momento foi revelado em uma postagem, onde Snyder usa como legenda a frase “Um sino não pode ser destocado, uma referência direta à profecia de Lex vista no final de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, onde Luthor, preso em Arkham, faz o barulho de um sinal tocando e avisa “Ele [Darkseid] está vindo“.

[Bruce visita Barry Allen e o chama para a Liga.]

[Na Batcaverna, Diana estuda o HD da Lexcorp. Lá, ela vê filmagens do Ciborgue nascendo.]

Como estabelecido anteriormente, quase todo o arco do Ciborgue foi excluído do filme, assim como aparições de seu pai – Silas teria uma peça fundamental. Também apagados por Whedon estão os flashbacks contando a história de Victor Stone pré-Ciborgue. Veríamos, por exemplo, a mãe dele, Elinore Stone (Karen Bryson) – com sequências mostrando um pouco da relação do herói com a sua mãe.

Sobre o HD da Lexcorp. Em entrevista, Jesse Eisenberg confirmou que Lex Luthor teria um papel maior em Liga. Veríamos mais de seu maior conhecimento nos kryptonianos, atlânticos, Caixas Maternas e Apokolips – já que o vilão entrou em contato com o Lobo da Estepe nas cenas pós-créditos de Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Edição Definitiva). Não sabemos, no entanto, toda a extensão de sua participação.

[Diana encontra o Ciborgue.]

[O Aquaman fica sabendo de “monstros” no oceano.]

Sem nunca ter tido contato com Atlantis (como estabelecido por Aquaman), Arthur fica sabendo da localização da civilização através de Vulko (Willem Dafoe), que o treina desde criança (no filme veríamos algumas dessas cenas, igual acontece no solo do herói). Acredita-se que é assim que ele toma conhecimento do Lobo da Estepe tentando roubar a Caixa Materna que está em posse do reino sub-aquático.

Abrindo um parênteses: a cena que Arthur está “nadando” e se depara com um soldado morto é uma re-edição de Whedon. Nas filmagens originais, Arthur visitando a estátua de Atlan, o Rei Morto, em busca de entender melhor o seu destino como Rei de Atlantis. É fácil imaginar que essa sequência em específico não se encaixa nessa parte específica do filme (que ele encontra um soldado morto). No entanto, essa interação seria facilmente explicada pelas cenas que foram cortadas trazendo a participação de Vulko. o Corte também contaria com uma maior exploração da mitologia Atlantis e mais cenas submersas.

Não conseguindo impedir o roubo da Caixa Materna, Arthur e Mera (Amber Head) visitam Vulko, com o futuro Rei pedindo emprestado uma armadura e um Tridente, afim de se juntar à Bruce na batalha contra o Lobo – após se negar no início do filme, quando o Batman vai atrás de sua ajuda.

[Cena introduzindo a família russa. Esse arco é uma adição de Whedon e não existe no roteiro de Snyder.]

A família, inclusive, é um artifício utilizado por Whedon para preencher a lacuna deixada pelo arco do Ciborgue. Snyder, quando questionado sobre o destino da família em sua conta no Vero, questiona “Que família russa?“. A localização do “quartel” improvisado do Lobo é outra mudança de Joss. No Corte original, o local seria a cidade de Pripyat, onde ocorreu o desastre de Chernobyl.

[O Lobo da Estepe tem em mãos duas Caixas Maternas e fala sobre seu exílio, além de fazer uma referência aos Novos Deuses.]

Em um outro rumor não confirmado, há uma narrativa de que o interesse do Lobo da Estepe em fazer a Unidade das Caixas é para tomar o poder delas e ser capaz de matar Darkseid, em um plano de vingança por tê-lo exilado.

[O Lobo manda os Parademônios em busca da última Caixa.]

[Jim Gordon é introduzido.]

Acredita-se que o Comissário Jim Gordon (Gary Oldman) tenha um pouco mais de cenas no Corte do Snyder. A interação dela com Bruce, após ligar o Batsinal, foi gravada por ele.

[Ele ativa o Batsinal e convoca Bruce, acompanhado pela Mulher-Maravilha e Flash. Ciborgue se apresenta e se une ao time, contando sobre o sequestro de seu pai. A Liga vai ao primeiro confronto com o Lobo e os Parademônios. O Aquaman entra em cena e se une ao quarteto.]

[A Liga vai para o complexo ex-hangar da Batcaverna. Ciborgue explica um pouco sobre o seu acidente e o poder das Caixas.]

É da crença popular que, neste momento em que Victor Stone fala sobre a sua transformação em máquina, há um momento de flashback. Na situação em questão, ele compartilha com o quarteto uma simulação narrando/mostrando sua vida pré-acidente e falando como isso o mudou. Além disso, ao longo da película também veríamos a armadura completa do herói, seu passado como jogador de futebol e as suas tentativas de voar.

Também, o herói explica como o Homem voltou a ter posse da Caixa Materna. Em algum momento da Segunda Guerra Mundial, os nazistas desenterraram o objeto. Victor mostra um holograma recriando a história.

[O time discute trazer Superman de volta a vida.]

A cena em que a Liga discute sobre as implicâncias de reviver Clark (Henry Cavill) usando as Caixas Maternas é uma adição de Whedon, tendo pontuações diferentes das de Snyder.

Acredita-se ainda que o grupo teria consultado com Silas Stone formas de reviver o herói.

[Alfred e Bruce discutem sobre as implicâncias do plano para reviver Clark.]

Com Alfred tendo conhecimento do que Bruce discutiu com a Liga, é por aqui que o mordomo dos Wayne e braço-direito do Morcego teria seu primeiro contato com o quinteto de heróis reunidos.

[Victor e Barry desenterram Clark.]

Victor e Barry cavando a cova de Clark é totalmente parte das refilmagens. No Corte de SnyderDiana, Arthur, Barry e Victor são os responsável por recuperar o corpo de Clark – ninguém sabe o quê o Bruce está fazendo nessa hora. Não há conhecimento do envolvimento das Caixas Maternas com a ressureição do Superman, sendo um grande mistério (possivelmente o maior de todos) a forma como Zack mostraria o processo do retorno de Clark – apesar de sabermos que o corpo do kryptoniado seria levado de volta à nave/Fortaleza.

Enquanto não possamos especular sobre a ressurreição, há uma outra pontuação referente à morte de Clark. Considerando a imagem liberada por Snyder, que mostra o Superman nas garras do Apocalipse, os fãs acreditam que o diretor tenha imaginado uma sequência parecida com a dos seus filmes anteriores, onde a batalha de Superman e Zod, em Homem de Aço, é o ponto inicial de Batman vs Superman, mostrado a partir da visão do Batman. Assim, imagina-se a existência de uma sequência que mostra a morte do Superman de outra perspectiva.

[A Liga dá início ao processo de dar uma nova vida à Clark.]

Durante o processo para reviver o Superman, que ocorre na Câmara de Gênesis da nave kryptoniana de Zod, o Ciborgue entra em contato com o mainframe da máquina alienígena para poder ativá-la. Acredita-se que durante esse momento, por conta da tecnologia de sua armadura (um resultado de uma experiência com a Caixa Materna que tem em mãos), Victor tem uma visão do futuro, similar ou idêntica a do Pesadelo do Batman. Ali ele veria Darkseid tomar posse da Terra, matar Lois e tem o controle sob o Superman, que mata Bruce por acreditar que a morte de Lane é culpa do Morcego.

aEm um determinado storyboard liberado por Snyder, Darkseid consegue as Caixa Maternas e toma posse de uma Terra pós-apocalíptica. O desenho também mostra, enterrada e em pedaços, a faixada do Hall da Justiça, quartel-general da Liga da Justiça.

Embora não se saiba qual seja a extensão do Pesadelo do Batman em Liga da Justiça, sabe-se qual era a ideia original no primeiro roteiro, nunca filmada. Na história, Darkseid usaria um tubo de explosão para entrar na Batcaverna, matando Lois. Isso deixaria Clark suscetível à Equação Anti-Vida, uma fórmula matemática ficcional que permite o controle da mente de seres conscientes. Com o Superman no controle de Darkseid, o vilão toma controle da Terra e cria um mundo pós-apocalítico, como visto na cena do Pesadelo. Tentando encontrar uma solução para este futuro, Victor e Barry criam uma máquina do tempo na esperança de salvar Lois, impedindo o controle de Darkseid sobre Clark. A viagem resultou em dois destinos, com um deles sendo o discurso de “Lois é a chave” que o Flash do futuro dá à Bruce Wayne. Mesmo tendo sido alterada após a repercussão de Batman vs Superman, o Pesadelo ainda teria um peso na narrativa do filme.

[O Superman renasce.]

Embora a sequência do renascimento de Clark seja parte da versão do diretor, há algumas alterações na versão lançada nos cinemas, resultado das regravações – como todos os closeups e cenas em que Clark fala, mostrando o CGI mal feito para a remoção do bigode do ator. A ausência dos militares é uma delas. A principal, no entanto, é o motivo que levou a armadura do Ciborgue a atirar em Clark. A razão por trás disso é o resultado de sua interação com a nave kryptoniana. A memória fantasma do Pesadelo, embutida em seu exoesqueleto, faz com que a armadura responda sozinha ao perigo eminente de Clark, que atira por si só no kryptoniano.

[A Batalha do Parque começa.]

Não se sabe quais as mudanças feitas na Batalha. Mas, nessa mesma sequência de acontecimentos, Lois teria um papel mais importante do que apenas a “super arma” anunciada por Bruce. Em uma determinada momento, Lane vai prestar homenagem ao amado, após sua morte – um frame desta cena está disponível na introdução do filme de Whedon. Após sair de um café, cena que tem participação especial de Snyder, ela caminha pelas ruas de Metrópolis até o memorial do Superman. Ao chegar lá, a jornalista conversa rapidamente com um policial (Marc McClure, o Jimmy Olsen de Superman: O Filme), momento em que ele fala “Você não deixa passar um dia, né?“. Ela então segue para o memorial, visivelmente triste. Este policial é o mesmo que está presente na cena da ressurreição no Memorial. Acredita-se que ambos desenvolveram algum nível de amizade, e isso teria alguma relação com a presença dos dois personagens no episódio do retorno do Superman.

Sabe-se também que os militares responderam ao retorno do herói/Batalha do Parque, como brevemente mostrado em uma cena do primeiro trailer, onde o Ciborgue salva o guarda McClure de um tanque militar incendiado. Inclusive, em uma entrevista dada pelo ator Sam Benjamin, creditado no IMDb como “Policial Militar #2”, ele diz ter gravado cerca de 20 minutos de cena para o filme de Snyder, com arcos que envolvem até mesmo os vilões.

Acredita-se que na versão do Zack há cenas que mostram a repercussão do retorno do Superman e da invasão liderada pelo Lobo da Estepe. A única referência jornalística à ressurreição de Clark é vista em Shazam!. Nos trailers também é possível ouvir relatos jornalísticos sobre a morte de Clark – todos apagados do filme.

[O Lobo da Estepe consegue a última Caixa Materna, enquanto os heróis lutam contra Clark.]

A recuperação da Caixa final é uma adição de Whedon. Na versão de Snyder, o Lobo consegue a Caixa do Ciborgue de uma forma muito mais dramática. É aqui que entraria a cena mais vital de Silas Stones. Estudando a Caixa em seu laboratório na S.T.A.R. Labs, o cientista é repreendido pelo Lobo. O vilão então seria repreendido pelo Ciborgue. É possível que esta seja a cena em que Silas morre, nas mãos do Lobo da Estepe, que retoma a Caixa. Este evento implicaria, de alguma forma, não só na carga emocional e narrativa do Ciborgue, mas da Liga também.

[Clark leva Lois para a Fazenda Kent.]

É de conhecimento público que quase toda a participação de Clark no longa é resultado das refilmagens, com o personagem perdendo uma considerável parte de seu arco.

[Bruce e Diana conversam sobre o pesado de ser o líder.]

Em uma cena do trailer, apagada do corte final, Clark nota o anel de noivado usado por Lois; “Vou considerar isso um sim.“. Boa parte da interação dos dois na Fazenda Kent é resultado de regravações – vide, novamente, o péssimo CGI. Sabe-se que haveria uma conversa mais longa entre os dois.

[O Lobo dá início ao processo da Unidade. A Liga sai em missão. Acredita-se que parte da interação do quinteto seja parte das regravações, como a cena cômica do Aquaman sendo super sincero por estar sentado em cima do Laço da Verdade.]

Em uma cena deletada já divulgadaClark voltaria à Fortaleza da Solidão, em busca de um novo uniforme. Ali, seria visto a versão preta do manto, conhecida pelos fãs dos quadrinhos – cenas com Clark usando o colant foram gravadas, e Snyder confirmou recentemente que veríamos o herói usando o uniforme preto (e por um arco de dois filmes). Logo após esta cena, a película faria uma referência ao Homem de Aço, quando Clark tenta fazer o seu primeiro vôo. De acordo com Snyder, uma cena foi gravada onde o herói realiza um “Vôo 2.0”.

Acredita-se que após visitar a Fazenda Kent e a Fortaleza da SolidãoClark iria até a Batcaverna em procura de Bruce. Com a Liga fora, ele teria a oportunidade de conhecer o Alfred, onde o mordomo fala “Ele [Bruce] falou que você viria. Espero que você não esteja muito atrasado“. A interação está inclusa no DVD do filme, nos Bônus, como uma cena deletada. Nesse momento, ele teria conhecimento da localização exata da trupe para a luta conta o Lobo.

[A Liga começa sua batalha contra o Lobo.]

Na batalha contra o Lobo da Estepe, o Flash e o Ciborgue seriam cruciais para a vitória.

[O Ciborgue entra em contato com as Caixas Maternas entrando em Unidade.]

No filme de Snyder, Barry aprenderia a viajar no tempo após Victor falhar em impedir a Unidade e evitar que as tropas de Apokolips sejam chamadas à Terra. Na sua segunda tentativa, Victor entra dentro da consciência das Caixas. Lá, ele vê um futuro diferente, onde está completamente humano e junto de seus pais vivos. A visão é a tentativa da Caixa de manipular a mente de Stone, fazendo sua mãe ecoar um “Meu pobre garoto quebrado, eu posso te fazer inteiro de novo.

Possivelmente por isso que o Lobo pergunta ao Ciborgue: “Agora você consegue ver?“.

[O Superman chega e dá um socão no Lobo. Regravações.]

Não só Barry e Victor tem um papel diferente no Corte de Snyder, como Diana e Clark – principalmente sem a cena em que o Flash e Superman salvam a família russa.

No caso de Clark, ele não chegaria apenas para dar alguns golpes fatais no vilão, mas o Lobo teria que lutar contra um Superman “desequilibrado” – em uma ideia parecida com a cena de sua ressureição. No corte de Whedon, a cena é substituída por uma em que o kryptoniano usa seu super-sopro para congelar o machado do Lobo, com Diana aplicando um golpe que destrói a arma e faz o vilão suar de medo – sendo, então, atacado por Parademônios e socorrido por um tubo de explosão.

Porém, possivelmente após enfraquecer com o mano-a-mano contra Kent, o vilão seria decaptado por Diana – e não o seu machado. Não tenho certeza como aconteceu no filme lançando, mas na morte do Lobo eu usei Deuses para matar Deuses“, conta Snyder em uma postagem com artes conceituais da luta.

[Os heróis se reunem pós vitória, felizes. Clark, Bruce e Lois estão na Fazenda Kent. Barry vai visitar seu pai, com uma proposta de emprego.]

[Lois começa a redigir um artigo, que serve de narração que fecha o filme.]

Por fim, a narração final feita por Lane é uma mudança de Whedon. O monólogo é originalmente de Silas Stone, após Victor encontrar um vídeo de seu pai. As falas da gravação seria o discurso de encerramento.

[Cenas pós-créditos. Na última delas, Lex conversa com o Exterminador. No filme de Snyder, é o vilão que ajuda Luthor fugir de Arkham.]

 

Mais do Snyder Cut

Uma pesquisa rápida no Youtube pode dar bons resultados, estando repleto de vídeos com cenas deletadas e outros bônus que fomentam o #ReleaseTheSnyderCut. Listamos abaixo alguns dos principais.

 

Trailers

Trailer feito por fã (1).

Trailer feito por fã (2).

Trailer feito por fãs (3).

Trailer feito por fãs (4).

Trailer feito por fãs (5).

 

Cenas Deletadas + Gravações

Vídeo com diversas cenas deletadas, gravações de “de trás das câmeras” e narrações/rumores com desenhos conceituais feitos pela equipe.

Vídeo demonstrativo da execução dos efeitos especiais, com algumas cenas nunca antes vistas.

Vídeo compilando algumas cenas deletadas.

Vídeo com cenas deletadas, onde é possível ver algumas novas cenas submersas.

Vídeo com o primeiro contato de Bruce com Barry, em uma versão estendida com novas cenas.

Playlist de vídeos com algumas cenas cortadas.

Video com cenas deletadas e vídeos realizados durante as gravações do filme.

 

Whedon x Snyder

Vídeo com comparações de algumas cenas diferenciando a “versão Snyder” e a “versão Whedon”.

Vídeo comparando o primeiro trailer com como as mesmas cenas são vistas no filme.

Vídeo comparando o trailer da Comic-Con com como as mesmas cenas são vistas no filme.

Vídeo comparando a sneak-peek exclusiva da Comic-Con com como as mesmas cenas são vistas no filme.

Vídeo comparando o trailer “Heróis” com como as mesmas são são vistas no filme.

 

 

#ReleaseTheSnyderCut: Justiça pro Snyder

Independente de ser ou não um fã dos filmes da DC ou de Zack Snyder, é interessante perceber como o #ReleaseTheSnyderCut advoga a favor de uma pessoa que teve sua arte/visão picotada e majoritariamente descartadas por executivos que parecem pouco interessados com os personagens, com a história ou com o diretor. Uma decisão que, no final, acabou saindo pela culatra e fez de Liga da Justiça o filme do DCU menos rentável e o mais criticado, manchando de vez a imagem da tentativa da Warner/DC em tentar construir um Universo Compartilhado coeso. Nem mesmo contratar Whedon, responsável pel’Os Vingadores, foi o suficiente para alcançar a tal almejada bilheteria.

Ainda que ninguém da alta cúpula da Warner/DC tenha feito posicionamentos oficiais sobre tudo que tange o movimento, é impossível ignorar que a demanda é grande, perfeitamente alinhada para um lançamento. É impossível ignorar também a capacidade dos fãs em transformarem um movimento completamente underground e inofensivo, em um movimento global que não só reúne pessoas ordinárias, mas nomes como o de Diane Nelson, ex-Presidente da divisão DC Entertainment. E se o que Mark Hughes aponta é verdade, o ruído gerado tem se mostrado agonizante o suficiente para que a Warner se sinta completamente encurralada.

  • Save

No fim de toda essa história, convenhamos: se a versão do diretor é ou não melhor daquela lançada no cinema, não temos como afirmar – Jason Momoa diz que sim. Mas não é difícil imaginar que, na pior das alternativas, o filme se mostraria mais uniforme do que o resultado apresentado. De qualquer forma, a única forma de saber é dando ao público a oportunidade de assistir ao Snyder Cut e tomar suas próprias decisões. E não se esqueçam: #ReleaseTheSnyderCut.

Vics

vics

tem 24 anos e é formado em Jornalismo pela PUC Minas, com um MBA em Comunicação e Marketing. é o Diretor de Arte da revista, sendo o responsável pela criação da identidade visual da zine. ainda, escreve matérias sempre que tem uma boa pauta.

ao todo, já assistiu o correspondente a 13 meses em Séries, três meses em Filmes e em 2017 foram dois meses em reprodução de Música.

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