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“Luca”: mais um filme emocionante e sensível da Pixar

[tempo de leitura: 3 minutos]

“Luca” vai muito além, mostrando um filme cheio de coração e sentimentalismo sobre a construção de amizade entre dois garotos.


AAs produções Pixar sabem chegar aos nossos corações, e o novo filme, Luca, não seria diferente. O longa chegou na plataforma Disney+ no dia 18/6 e conta a história de Luca (Jacob Tremblay), um menino monstro-marinho que vive com seus pais e sua avó no mar à beira de um vilarejo italiano. Muito sonhador, ele tem vontade de conhecer o mundo fora da água e acaba conhecendo Alberto (Jack Dylan Grazer), um outro monstro-marinho que vive fora do mar em sua versão humana. Juntos, eles descobrem ter um sonho em comum, dando início a uma bela amizade.

Essas novas animações da Disney tem trazido personagens principais e secundários bem complexos e interessantes. É o caso de Giulia (Emma Berman), amiga humana que, mesmo sem querer, acaba ajudando os meninos a realizarem parte de seus sonhos, se mostrando uma personagem cheia de sentimentos e com personalidade forte, inteligente e perspicaz.

Outros personagens, como o antagonista Ercole (Saverio Raimondo) e os pais de Luca (dublados por Maya Rudolph e Jim Gaffigan), também são cheios de vertentes, sentimentos e vontades, tudo bem amarradinho e bem distribuído no decorrer de Luca.

A paisagem italiana, as casas coloridas e até algumas expressões e palavras na língua mãe dos personagens, nos transportam para uma Itália humilde em um passado não tão distante assim. Apesar da época do filme não ficar clara, aparentemente ele se passa nos anos 80 ou no início dos anos 90. Isso se torna muito interessante, deixando claro que tudo é feito com cuidado e estudo afim de trazer para tela algo culturalmente rico.

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De pontos positivos e diferentes, temos a amizade sentimental e arriscada entre dois personagens masculinos. Existe ciúmes, brigas, sinceridade e sentimentos que, dependendo do espectador, podem ser entendidos como algo além de amizade. Mas, é importante lembrar que ambos os personagens são crianças, o longa é uma animação para crianças e os produtores deixaram claro que a única relação entre Luca e Alberto é a amizade.

Essa pequena confusão acontece porque algumas sociedades e culturas não estão acostumadas a ver dois meninos, ou dois homens, demonstrando sentimentos um com o outro sem terem, necessariamente, algum envolvimento romântico ou sexual. E Luca faz a gente pensar nisso: ser sincero com quem se socializa, sem medo, é importante para se construir relações saudáveis.

No mais, como esperado, o filme da Pixar emociona enquanto as motivações dos protagonistas vão mudando no decorrer do longa, causando eventuais conflitos. E com entendimentos diferentes, os personagens desta animação são mais humanos e mais profundos. Por serem tão jovens, isso acaba nos levando a pensar em outra coisa: crianças tem sentimentos, tem histórias, vontades e sonhos, precisando serem ouvidas e entendidas. Vemos que muitas motivações infantis promissoras são abandonadas, enterradas e até esquecidas porque falta apoio e escuta por parte dos adultos que a cercam.

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Luca mostra um olhar mais humano da gigante das animações, com um toque mais sensível, respeitoso e cuidadoso. Não é só mais uma produção apenas para lucrar, é uma super história para se emocionar e encantar quem assiste. Bom filme!

Douglas Pereira

23 anos, Jornalista e estagiário do Jornal O Dia. Escorpiano, carioca e flamenguista, não necessariamente nessa ordem. Adora ir ao Cinema sozinho, mas odeia ir ao Cinema sozinho. Escreve, assiste, lê, pesquisa e fala muito.

That’s all, folks!

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