Baby, vamos refletir

Baby, Vamos Refletir
[tempo de leitura: 2 minutos]

“Baby” causa polêmica com seu primeira temporada ao trazer um enredo sobre tráfico sexual e prostituição infantil, em um roteiro infanto-juvenil.


Baby, nova produção original da Netflix, estreou dia 30 de novembro trazendo polêmicas e uma leve sensação de dejà-vú. Um grupo de amigos, relativamente bem de vida, acaba se envolvendo com prostituição e drogas. Isso soa familiar, não é mesmo?

A série, ambientada em um bairro de classe média na Itália, retrata a história de um grupo de adolescentes que se sentem sufocados pelas expectativas de seus pais e acabam vivendo uma vida dupla para escapar da rotina. Chiara (Benedetta Porcaroli) e (Alice Pagani) são as personagens principais e que conduzem a narrativa. As amigas têm personalidades bem opostas, com a primeira delas sendo a garota popular da escola que tira boas notas e faz diversas atividades extracurriculares, enquanto a segunda é a outsider que não tem amigos e não se importa com as aulas. A partir de um incidente em que as jovens acabam se aproximando, ambas adentram em um mundo sombrio de sexualização e dinheiro, passando a levar duas vidas que insistem em não coexistirem.

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Com a trama tangenciando uma temática envolvendo a exploração sexual, Baby foi acusada pelo Centro Nacional de Exploração Sexual dos Estados Unidos de promover o tráfico sexual. Vale lembrar que a produção é livremente inspirada em um caso real ocorrido na Itália, em 2014, que ficou conhecido como “Baby Squillo”. Na época, duas adolescentes de Parioli, um bairro de classe média em Roma, foram descobertas na prostituição apenas para terem dinheiro suficiente para bancar uma vida de luxos (como roupas de grife e produtos eletrônicos). O caso repercutiu enormemente na mídia naquele momento, e as mães das garotas chegaram a ser presas.

A temática de jovens que se sentem vazios e necessitam de algo mais liberal e perigoso para se sentirem vivos não é novidade no universo das séries. Tanto Skins (2007 – 2013) quanto Gossip Girl (2007 – 2012), e até mesmo a recente Elite (2018–), retratam essa realidade do jovem do século XXI. A produção original da Netflix se diferencia, no entanto, ao apostar a construção de sua narrativa na história de um caso real, levantado à polêmica do tráfico sexual e prostituição de menores.

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Baby também merece reconhecimento por ir contra uma maré. De uma forma geral, as séries adolescente que retratam essa temática do jovem rebelde dificilmente mostram as consequências e implicações reais que os riscos de se envolver com drogas podem trazer para a vida do indivíduo. Baby, no entanto, cumpre bem esse papel, mostrando que não é tudo glamour e dinheiro, além de ter um papel mais reflexivo nessa questão – tudo, sem deixar de entreter.


Debora Drumond

estudante de Jornalismo e apaixonada por redação. o Netflix é seu universo e é a maior fã de RuPaul's Drag Race que você respeita. aspirante a Fotógrafa e quem sabe futura blogger/Youtuber

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