O que era bom, poderia ficar melhor

O Que Era Bom, Poderia Ficar Melhor
[tempo de leitura: 3 minutos]

Apesar das pontas soltas e de situações que não se explicam, “As Telefonistas” não peca na emoção e no teor novelístico da produção.


DDesde sua estreia no Brasil, em 2017,  As Telefonistas, distribuída pela Netflix, se propôs a ser uma clássica novela, cheia de drama e questões um tanto quanto surreais. De lá pra cá, a série conquistou o público equilibrando o melodrama e o conteúdo crítico que trazia, dizendo respeito tanto à sociedade da época, quanto à atual.

A quarta temporada, recém chegada ao catálogo do streaming, no entanto, divide opiniões. Durante as temporadas anteriores, a trama envolveu o público, emocionou, proporcionou reflexões, e sobretudo, desenvolveu muito bem seus personagens, que tanto eram cheios de personalidade, quanto de questões que conferiam à trama o que ela precisava para se sustentar.

Dessa vez, os episódios decepcionam por continuarem um ciclo já conhecido pelo público e a sensação é de que já não há mais para onde levar a história – apesar do grande espaço de exploração que há nos personagens. A trama, aparentemente desgastada, continua batendo na tecla de questões que a circundam desde a primeira temporada e a torna um pouco cansativa. Apesar disso, As Telefonistas continua cumprindo seu papel de dramalhão, deixando o público tanto emocionado, quanto à beira de um ataque de nervos.

Quanto às nossas garotas do cabo, o triângulo amoroso vivido por Lídia/Alba (Blanca Suárez), Francisco (Yon González) e Carlos (Martiño Rivas) segue ao longo dos episódios, e ocupa um lugar de destaque com a situação de Francisco após ser baleado para salvar a filha de Lídia das garras de sua sogra.

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Além do casal principal, outras personagens que estão no centro de As Telefonistas são Carlota (Ana Fernández) e Sara (Ana Polvorosa), que parecem sempre enfrentar alguma questão ao longo da narrativa, e desta vez se veem numa situação ainda mais extrema e que requer a ajuda de todas as outras para que consigam superá-la.

Depois de se livrar do marido, Angeles (Maggie Civantos) demonstra não ter um lugar definido nos novos episódios e acaba seguindo por caminhos que parecem muito improvisados. Marga (Nadia de Santiago), no entanto, se desenvolve muito mais nessa quarta temporada e parece levar sozinha o peso de não deixar a série despencar. Vivendo um dilema após uma espécie de triângulo amoroso com os gêmeos Pablo e Júlio (Nico Romero) na temporada anterior, ela explora novas possibilidades e se destaca entre as amigas.

Apesar de deixar muitas pontas soltas e forçar algumas situações, como a recuperação milagrosa de Francisco, a série não peca no que sempre se propôs: a emoção. As Telefonistas, mesmo com todos os erros, ainda vale a pena e cumpre sua função junto ao público fiel, que quer tanto o entretenimento, como a problematização.

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A quarta temporada poderia ter sido o fim definitivo da história das nossas telefonistas, que se resolveram de forma até satisfatória, deixando poucas questões em aberto. Porém, a deixa para uma continuação foi dada e aparentemente, elas voltaram a encontrar no contexto da Guerra Civil Espanhola. A 5ª temporada de As Telefonistas já está sendo gravada e deve ser lançada no próximo ano, com uma 6ª também confirmada. Só nos resta torcer para que os erros cometidos dessa vez sejam corrigidos.

Ana Luisa Santos

ana luisa santos

tem 23 anos, é Jornalista, Fotógrafa e estudante de Publicidade e Propaganda. sempre foi apaixonada pela arte do registro, é workaholic, viciada em séries e leitora assídua. nas horas vagas, finge que é blogueira e se aventura no mundo das finanças pessoais e investimentos. sempre disponível no Instagram.

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