Mary Poppins: praticamente perfeita em todos os sentidos

Mary Poppins: Praticamente Perfeita Em Todos Os Sentidos

“O Retorno de Mary Poppins” traz a famosa babá de volta as telas de cinema de todo mundo 54 anos após o primeiro filme, resgatando toda a magia do original.


Há 54 anos era lançado no cinema o longa Mary Poppins, baseado nos livros homônimos de P.L. Travers. e com Julie Andrews no papel da famosa babá. Na Londres de 1910, o banqueiro George Banks (David Tomlinson) e sua esposa Winifred (Glynis Johns) estão desesperados para encontrar uma babá para seus filhos, decidindo publicar um anúncio no jornal. George está determinado a encontrar alguém de punhos firmes para tomar conta de seus filhos, Michael (Matthew Garber) e Jane (Karen Dotrice), já que a última babá pediu demissão.

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Bert, Poppins, Jane e Michael

Ao saber do desejo dos pais, Michael e Jane resolvem escrever também um anúncio listando as qualidades que a futura babá deveria ter: ser jovem, divertida e engraçada, o oposto que seu pai estava procurando. Furioso com o comportamento de seus filhos e as exigências deles, George rasga o anúncio deles e joga na lareira. Porém, milagrosamente, os pedaços do anúncio se juntam e voam até uma nuvem, onde uma pessoa especial e mágica pode ser encontrada: Mary Poppins (Andrews).

No dia seguinte, diversas candidatas aparecem na porta dos Banks para realizar a entrevista, apresentando o perfil descrito por George e sua esposa no anúncio. Mas um vento misterioso faz com que todas as possíveis candidatas acabem indo embora, restando apenas Mary Poppins, que usa seu guarda-chuva mágico para chegar até o local. Por sua vez respondendo o anúncio escrito pelas crianças, ela é exatamente o que Michael e Jane tinham imaginado; e apesar de algumas dúvidas, George concorda em contratar Poppins. Assim, a babá se torna a  responsável por tomar conta das crianças, além de tentar tornar mais harmônica a convivência entre pais e filhos.

Na época em que foi lançado, Mary Poppins foi um verdadeiro sucesso. O mundo ficou encantado com o filme da Disney, que mesclava músicas, coreografias e animação 2D. O carisma da babá mágica foi capaz de encantar a todos, chegando a render seis estatuetas do Oscar de 1965: Melhor Atriz para Julie Andrews, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Edição, Melhor Canção Original com Chim Chim Cher-ee e Melhor Trilha Sonora Substancialmente Original.

 

O Retorno

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Agora, em dezembro, a continuação desta história chega aos cinemas de todo o mundo. O Retorno de Mary Poppins se passa pouco mais de 20 anos depois do original, na cidade de Londres, refletindo os efeitos da Grande Depressão. Novamente, a casa dos Banks é o ponto central dessa história. Michael (Ben Whishaw) e Jane (Emily Mortimer) continuam morando na casa de sua família, mas as coisas não estão nada fácil para eles. Após a morte de sua esposa KateMichael fica desamparado junto de seus três filhos: John (Nathanael Saleh), Anabel (Pixie Davies) e Georgie (Joel Dawson). Para piorar, além de ter que lidar com a perda, Michael está correndo o risco de perder a casa após se afundar em dívidas.

Se antes Mary Poppins (Emily Blunt) tinha ido à casa dos Banks a pedido das crianças, que escreveram um bilhete detalhando como seria a babá perfeita, agora ela retorna a vida da família sem nenhum pedido, simplesmente aparecendo quando vê a necessidade de ajuda. Por conta da situação complicada, as crianças se mostram bastante céticas. Em um primeiro momento elas não acreditam na magia de Poppins, que passa a ter um papel fundamental para recuperar a doçura e inocência das crianças. Ela não está ali para educar ninguém, como fez com Michael e Jane há 20 anos, mas sim para trazer o espírito infantil puro e alegre àquela família. E para lhe ajudar nessa missão, Mary vai ser auxiliada por Jack (Lin-Manuel Miranda), o carismático acendedor de lampiões, e Topsy Poppins (Meryl Streep), sua prima.

Emily Blunt encarna com maestria o papel de Mary Poppins, interpretando a babá do jeitinho que tanto conhecemos e que foi imortalizado por Julie Andrews, mas ao mesmo tempo trazendo originalidade e sua própria identidade para a personagem. Lin-Manuel Miranda também se destaca ao interpretar o carismático Jack, trazendo todo seu conhecimento e dom para a musicais (vale lembrar que ele é a mente criativa por trás de Hamilton, um dos mais cultuados e premiados musicais da história da Broadway) tornando o seu personagem tão querido como o Bert (Dick Van Dyke), da produção de 64.

Apesar do roteiro dar pouco o que fazer para Colin Firth, o ator também se destaca no papel de Sr. Wilkins, o banqueiro ardiloso ambíguo que antagoniza o longa. Ainda menos que FirthMeryl Streep tem uma pequena participação na película, mas marca presença ao protagonizar uma das cenas mais hilárias do filme. Já o elenco mirim (Saleh, Davies e Dawson) brilham dentro de uma narrativa que lhe exigem maturidade e presença de tela, uma vez que contracenam com atores mais experientes e talentosos.

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Os fãs de Mary Poppins também vão se emocionar com a pequena mas especial participação de Dick Van Dyke, que emociona a todos que conheciam o seu trabalho como o famoso limpador de chaminés Bert. Para o filme, o diretor Robert Marshall também chegou a convidar Andrews para fazer uma pequena participação em O Retorno de Mary Poppins, mas a atriz negou o convite. Segundo o diretor, a resposta da veterana foi simples: “Este é o show de Emily e eu quero que ela conduza isso. Ela deveria conduzir isso. Isto é dela. Eu não quero estar por cima disso”.

Por mais que O Retorno de Mary Poppins seja uma continuação da clássica história, muitas pessoas acabam confundindo com um remake devido às similaridades com o filme anterior. De fato, o longa carrega uma carga nostálgica, seja nos números musicais ou nas cenas, que são bastante parecidas – é como se estivessem fazendo uma referência ao primeiro filme.

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O Retorno de Mary Poppins peca em não apresentar muitas inovações e originalidade, mas são indiscutíveis os méritos do filme e o trabalho feito continua impecável. Com ótimas atuações, uma trilha sonora incrível, cenas divertidas e muita nostalgia, o longa consegue conquistar o público. É inegável o quanto a película é emocionante, trazendo ao público, novo ou velho, uma continuação à altura da tão amada babá.


OSCAR 2019

Indicações: 4.

  • Melhor Canção OriginalThe Place Where Lost Things Go (Marc Shaiman, Scott Wittman)
  • Melhor Trilha Sonora Original: Marc Shaiman
  • Melhor Figurino: Sandy Powell
  • Melhor Direção de Arte: Gordon Sim, John Myhre

bruna curi

tem 20 anos, é estudante de Jornalismo, mineira, capricorniana e blogueira nas horas vagas. apaixonada por Livros, Filmes e Séries. gosta de escrever, é uma de suas maiores paixões.

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