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Believe In Love

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Coldplay comemora os 20 anos da banca lançando um documentário sobre a banda, abordando os lados bons e ruins que embalaram a turnê “A Head Full of Dreams”.


Em comemoração aos 20 anos de banda, o Coldplay decidiu lançar um documentário acompanhando a história da banda. A produção vem um ano após o último show da turnê A Head Full Of Dreams, que aconteceu no dia 15 de novembro de 2017, em Buenos Aires, Argentina. Não apenas um especial de aniversário, o longa é um filme pessoal que mostra a história da banda, sua essência e toda trajetória até os dias de hoje, não mostrando apenas as vitórias, mas também os momentos de divergências e desentendimentos. Coldplay: A Head Full of Dreams, que já está disponível na plataforma Prime Video do Amazon, também será acompanhado pelo lançamento, no dia 7 de dezembro, do DVD oficial da turnê, com registros dos shows em Buenos Aires e São Paulo, cidades que deram início e fim para a era A Head Full Of Dreams.

A banda tomou forma em 1998, quando Chris Martin (vocal), Jonny Buckland (guitarra), Guy Barryman (baixo) e Will Champion (bateria) estavam na faculdade, com o documentário começando a ser produzido na mesma época por Mat Whitecross, amigo da banda e, hoje, diretor. Coldplay: A Head Full of Dreams traz registros da banda desde seus primórdios, com cenas nos quartos da University College London e nos mais simples palcos de casas de show, até os maiores estádios ao redor do mundo. De Starfish até Coldplay. “Nós íamos para a faculdade para formar bandas“, conta Jonny.

O documentário leva o nome do sétimo e mais recente álbum da banda, além de também dar nome à terceira turnê mais rentável do mundo. A Head Full Of Dreams tem como filosofia amor e positividade, esbanjando toda a essência que a banda carrega. O projeto tem grande significado para o Coldplay, com eles se mostrando satisfeitos com o resultado e afirmando terem trabalhado muito durante anos para chegar nessa repercussão, depois de muito tempo de pressão e cobrança em cima de si mesmos.

O filme mostra o amadurecimento da banda e conta como o perfeccionismo e trabalho árduo de Chris Martin causavam divergências e desgastes nos outros integrantes. Apesar do foco principal ser o trajeto profissional do grupo, em certos momentos é inevitável enxergar como alguns acontecimentos refletem diretamente no comportamento dos artistas e nos seus respectivos projetos musicais, proporcionando crescimento artístico e pessoal para cada um deles. Entre estes estão o falecimento da mãe de Will, o divórcio de Chris e os desentendimentos com o empresário. Com os integrantes da banda sendo bastante reservados em relação as suas vidas pessoais, o filme nos proporciona uma aproximação maior com as histórias individuais deles, que em determinados momentos são ilustradas pela presença dos filhos.

Cada uma das produções do Coldplay ganham certos destaquem ao longo do documentário, o que acaba por tornar impossível exibir essa cronologia sem ressaltar as pessoas que mais importam para eles. Assim, vemos as figuras como Phil Harvey, diretor criativo da banda – e quinto membro. Noel Gallagher também dá as caras, deixando claro que não concorda com a filosofia de amor e positividade acima de tudo, retratada pelo álbum. Não só eles, mas Beyoncé e Gwyneth Paltrow, ex-esposa de Chris Martin, também marcaram presença na produção do álbum.

Coldplay: A Head Full of Dreams é um documentário projetados para os fãs, para que eles possam enxergar a banda além dos palcos, mas sem intenção imediata de se divulgar. Aqui, apenas a verdade mais genuína, apontando dificuldades de produzir, de se relacionar e também de conquistar público nos Estados Unidos, além de mostrar a persistência da banda, que nunca olha para trás ou pensa em desistir e se separar. Para quem não tem muita ideia de quem é Coldplay, o filme também funciona para refutar a ideia de que é a banda de Chris Martin, valorizando todos os integrantes, cada qual em sua função, cada um com sua importância.

As quase duas horas usadas para reproduzir os 20 anos de Coldplay são mais que suficientes para enxergar um pouco do mundo dos quatro integrantes, suas particularidades, desafios e amadurecimento. Suficientes para entender que a natureza do grupo não se perdeu com o passar do tempo. E que apesar de tanta experiência e reconhecimento, Chris, Jonny, Guy e Will ainda são aqueles universitários de 1998, mas mais maduros. Não o Coldplay de Paradise ou de Fix You, mas o Starfish, com as mentes cheias de sonhos cujo único intuito é de transmitir e acreditar no amor e positividade.


“Everything is possible if you never give up and if you believe in love”

– Chris Martin.


PLAYLIST



agnes nobre

tem 19 anos e estudante de Jornalismo. apaixonada pela escrita e pela fotografia, sempre busca crescer e se aprimorar nisso. está sempre disposta a explorar e experimentar as áreas que o jornalismo proporciona. tem um catálogo de séries inacabadas e assistidas pela metade, um gosto musical de pré adolescente, e nunca nega uma cerveja!

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