Crítica / “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”

Crítica / “Aves De Rapina: Arlequina E Sua Emancipação Fantabulosa”
[tempo de leitura: 2 minutos]


Em 2016, o lançamento de Esquadrão Suicida não teve a recepção esperada. Embora tenha se dado bem em termos de bilheteria, o filme protagonizado pelos anti-heróis da DC Comics foi massacrado pela crítica. Nem mesmo os nomes de peso no elenco como Will Smith, Viola Davis e Jared Leto, interpretando o consagrado vilão Coringa, conseguiram salvar o longa.

Porém, um grande ponto positivo se destacou: a Arlequina de Margot Robbie. A divertida e desequilibrada vilã roubou a cena e se tornou uma figura de destaque da cultura pop atual. Agora, em Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, a personagem ganha oficialmente o protagonismo e a missão de liderar o seu próprio esquadrão.

Dirigido por Cathy Yan, o filme se passa na fictícia cidade de Gotham, onde encontramos uma Arlequina recém separada de seu companheiro de crime e namorado Coringa. Muito mais do que um coração partido, a anti-heroína também precisa lidar com vários desafetos do passado que procuram por vingança, agora que ela não conta mais com a proteção do Palhaço do Crime. O principal deles é Roman Sionis, O Máscara Negra, interpretado por Ewan McGregor.

Margot Robbie, que também é produtora da obra, disse em entrevista que queria que a história do longa não fosse maior do que a de um filme de máfia. Então, ao invés de salvar o universo, o enredo gira em torno de recuperar um diamante. É uma decisão acertada que dá a película identidade própria.

Durante a sua jornada, Arlequina se une a Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), a Detetive Renee Montoya (Rosie Perez) e Cassandra Cain (Ella Jay Basco). Em tempos que a temática do empoderamento feminino está se destacando em produções do gênero, como Mulher-Maravilha e Capitã Marvel, Aves de Rapina consegue trabalhar isso de forma natural e crítica ao mesmo tempo, sem copiar seus antecessores. A união das protagonistas acontece de forma orgânica e divertida quando todas percebem seu inimigo em comum.

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Ainda mais a vontade na personagem, Margot Robbie vive Arlequina e a eleva ao grande ponto positivo do filme

Apesar de representado por Máscara Negra, fica claro que a luta delas é contra todo um sistema de pensamento machista que diminui e descredibiliza mulheres. McGregor inclusive brilha nesse papel. Mesmo sendo um vilão megalomaníaco e egocêntrico clássico, ele e seus capangas incorporam muito bem a ideia. Algumas cenas que para um expectador distraído podem passar despercebidas, automaticamente vão incomodar mulheres que já se viram em situações parecidas, que infelizmente são tão comuns no nosso dia-a-dia.

A narrativa cheia de flashbacks no início do filme pode ser um problema, deixando a história um pouco bagunçada e confusa. Mas assim que encontra seu tom, o longa se torna divertido e cativante, com ótimas cenas de luta e personagens carismáticas e cheias de personalidade.

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa evidencia mais uma vez como filmes com mulheres no protagonismo (na frente e atrás das câmeras) são uma renovação necessária no gênero, não só pela importante representação para a sociedade, mas também para trazer pontos de vista diferentes sem dever em nada na qualidade.

Stephanie Torres

stephanie torres

22 anos e formada em Jornalismo. assiste mais Séries do que deveria, lê menos Livros do que gostaria, finge que a vida é um Filme e ouve Música como trilha sonora (especialmente Taylor Swift)

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