fbpx
"Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" é uma divertida aventura de personagens femininas fortes e interessantes.


Em 2016, o lançamento de Esquadrão Suicida não teve a recepção esperada. Embora tenha se dado bem em termos de bilheteria, o filme protagonizado pelos anti-heróis da DC Comics foi massacrado pela crítica. Nem mesmo os nomes de peso no elenco como Will Smith, Viola Davis e Jared Leto, interpretando o consagrado vilão Coringa, conseguiram salvar o longa.

Porém, um grande ponto positivo se destacou: a Arlequina de Margot Robbie. A divertida e desequilibrada vilã roubou a cena e se tornou uma figura de destaque da cultura pop atual. Agora, em Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, a personagem ganha oficialmente o protagonismo e a missão de liderar o seu próprio esquadrão.

https://www.youtube.com/watch?v=_f9PcLUyu78

Dirigido por Cathy Yan, o filme se passa na fictícia cidade de Gotham, onde encontramos uma Arlequina recém separada de seu companheiro de crime e namorado Coringa. Muito mais do que um coração partido, a anti-heroína também precisa lidar com vários desafetos do passado que procuram por vingança, agora que ela não conta mais com a proteção do Palhaço do Crime. O principal deles é Roman Sionis, O Máscara Negra, interpretado por Ewan McGregor.

Margot Robbie, que também é produtora da obra, disse em entrevista que queria que a história do longa não fosse maior do que a de um filme de máfia. Então, ao invés de salvar o universo, o enredo gira em torno de recuperar um diamante. É uma decisão acertada que dá a película identidade própria.

Durante a sua jornada, Arlequina se une a Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), a Detetive Renee Montoya (Rosie Perez) e Cassandra Cain (Ella Jay Basco). Em tempos que a temática do empoderamento feminino está se destacando em produções do gênero, como Mulher-Maravilha e Capitã Marvel, Aves de Rapina consegue trabalhar isso de forma natural e crítica ao mesmo tempo, sem copiar seus antecessores. A união das protagonistas acontece de forma orgânica e divertida quando todas percebem seu inimigo em comum.

Ainda mais a vontade na personagem, Margot Robbie vive Arlequina e a eleva ao grande ponto positivo do filme

Apesar de representado por Máscara Negra, fica claro que a luta delas é contra todo um sistema de pensamento machista que diminui e descredibiliza mulheres. McGregor inclusive brilha nesse papel. Mesmo sendo um vilão megalomaníaco e egocêntrico clássico, ele e seus capangas incorporam muito bem a ideia. Algumas cenas que para um expectador distraído podem passar despercebidas, automaticamente vão incomodar mulheres que já se viram em situações parecidas, que infelizmente são tão comuns no nosso dia-a-dia.

A narrativa cheia de flashbacks no início do filme pode ser um problema, deixando a história um pouco bagunçada e confusa. Mas assim que encontra seu tom, o longa se torna divertido e cativante, com ótimas cenas de luta e personagens carismáticas e cheias de personalidade.

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa evidencia mais uma vez como filmes com mulheres no protagonismo (na frente e atrás das câmeras) são uma renovação necessária no gênero, não só pela importante representação para a sociedade, mas também para trazer pontos de vista diferentes sem dever em nada na qualidade.

Compartilhe

Twitter
Facebook
WhatsApp
Telegram
LinkedIn
Pocket
relacionados

outras matérias da revista

Na Netflix
Bruna Curi

Na Netflix / “Dumplin’: A importância de cultivar o amor próprio”

Baseado no livro homônimo de Julie Murphy, o filme Dumplin' (2018) chegou na plataforma de streaming da Netflix Brasil no início de fevereiro. O longa conta a história de Willowdean Dickson (Danielle Macdonald), uma adolescente gordinha e filha de Rosie Dickson (Jennifer Aniston), uma ex-miss famosa na comunidade em que vivem. Durante boa parte de sua vida, Willowdean foi criada por sua tia amorosa, Lucy (Hilliary Begley), que a ensinou algumas coisas importantes como soletrar seu próprio nome, respeitar os mais velhos e escutar as músicas incríveis da Dolly Parton. Tia Lucy só não ensinou algo essencial: como Willow deveria viver em
Leia a matéria »
Back To Top