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Suave como baunilha

[tempo de leitura: 3 minutos]

Em seu segundo projeto solo, “Peaches”, KAI continua construindo sua identidade como artista solo em um disco de suavidade controlada.


DDepois de debutar como solista com um álbum cheio de batidas fortes e um conceito visual imponente, KAI faz o seu retorno apostado em um equilibrado oposto. Peaches, o seu segundo mini-álbum, é a prova de sua versatilidade não apenas como um cantor solo, mas também como o conhecido dançarino principal do EXO.

Neste novo projeto, a faixa-título é um suave e hipnotizante contraposto para a primeira música de trabalho do artista. Diferente de Mmmh, que carregava consigo uma sensualidade óbvia e um ar de mistério, Peaches apresenta o seu respectivo compilado unindo a música tradicional coreana em batidas contemporâneas, levando para a tela o encontro entre o tradicional e o moderno em um conceito visual de cores em tons pastéis e um Kim Jong-in mais apaixonado e menos provocativo.

 

Como Baunilha

Acredito que Peaches faça um trabalho ainda mais excepcional em tornar audível a doçura na voz de KAI. Mesmo que KAI, o álbum, já tenha feito um trabalho muito bom em destacar a “Voz de Mel” de Jong-in no meio de batidas mais grandiosas, o segundo mini-álbum é mais certeiro em fazer este realce em instrumentais igualmente suaves que acompanham a melodia de seus vocais.

Peaches é um trabalho muito mais sensorial, evocando para si um KAI mais focado em proporcionar ao ouvinte um sentimento de paz e calmaria que facilmente poderiam ser ilustrados pelos tons pastéis usados no conceito do compilado. Se este fosse um caso de sinestesia, os tons rosados e azuis vistos no videoclipe e na capa do disco possivelmente seriam as cores que veríamos ao nos entregarmos aos 18 minutos do mini.

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Formado majoritariamente por instrumentais mais melódicos e vocais mais suaves, o álbum é um desses projetos que não existem faixas que serão puladas em outras reproduções. É até mesmo difícil escolher a melhor música entre produções tão bem trabalhadas.

Peaches é o casamento perfeito entre o tradicional e o moderno, Vanilla é como viajar entre as nuvens, e Domino é como aterrisar direto em um batalha de dança — a única das faixas que aposta em algo mais carregado e acelerado. Por sua vez, Come In é um convite e uma confissão, enquanto To Be Honest é como sentir a descoberta um novo sentimento e Blue é como assistir o entardecer da janela do quarto em conforto e carinho.

 

Ganhando Vida

Não bastasse uma discografia tão sólida e tão bem produzida, KAI trouxe aos fãs uma ilustração audiovisual do mundo que ele está construindo como solista. #Cinema – KAI : KLoor é o primeiro concerto do artista como um cantor, e a primeira vez que ele é capaz de contar a sua história através de música e da dança.

Exibido de forma online pela plataforma Beyond LIVE, #Cinema é exatamente o que seu título propõe: uma experiência cinematográfica por sua vida. Ao longo de quase uma hora e meia, o público acompanha a vida de Jong-in ao mesmo passo em que ele revisita imersivamente momentos de sua vida através de VTs ilustrativos.

Dentre todos as produções exibidas pela plataforma, KAI : KLoor é uma das mais memoráveis. Embora seu repertório seja breve, KAI equilibra muito bem o seu tempo em tela com apresentações bem coreografadas e um carisma avassalador que é transmitido por sua gigantesca presença de palco.

E ao ir por um caminho diferentes dos outros concertos, o cantor deixa a sua própria marca através da narrativa que ocupa o espaço entre as trocas de figurinos, os efeitos gráficos que trazem para a tela gigantes humanóides dançarinos, e até mesmo soluções visuais que exploram o seu superpoder de teletransporte — parte do conceito como membro do EXO.

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Mesmo sendo um fã recente ou conhecendo o trabalho de Jong-in por anos, é difícil não se surpreender com o solista elevando a qualidade de seu trabalho a cada lançamento e tentando coisas tão inventivas. Peaches começa e termina como uma Era cheia de surpresas positivas e que seguem colocando KAI como um ponto de referência dentro do K-pop.

É de 1995, virginiano, gay que atende por qualquer pronome e formado em Jornalismo com pós em Comunicação e Marketing. Criou a ZINT em 2017 — desde então, colabora com matérias sempre que tem uma boa pauta e cuida do visual do Colaborativo.

Em 2021, assistiu 69 Filmes e 133 Séries. Leu 1 Livro e desde que começou a quarentena já catalogou 620 álbuns reproduzidos (e contando!) enquanto dubla pelo seu legado. ✨

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