Crítica: “O Passageiro”

Crítica: “O Passageiro”

O Passageiro (2018) é o quarto trabalho do ator Liam Neeson com o diretor Jaume Collet-Serra. Depois de trabalharem nos longas Desconhecido(2011), Sem Escalas (2014) e Noite Sem Fim(2015), temos um novo conceito dos filmes de ação. Além das típicas perseguições e mistérios, esta história traz uma profunda discussão moral que coloca à prova o valor da vida de um desconhecido.

O filme começa com rápidas cenas do cotidiano de Michael McCauley, um ex-policial que trabalha como vendedor de seguros. Há dez anos, ele pega o mesmo trem para ir e voltar do trabalho, de modo que conhece boa parte dos funcionários e passageiros. Eis que toda sua rotina é quebrada em um único dia: Michael é demitido e, sem razão aparente, recebe uma proposta de uma desconhecida o trem. Essa estranha, interpretada por Vera Farmiga, oferece 100 milhões de dólares por uma oferta para lá de esquisita: ele deveria identificar uma pessoa no trem, que não é uma usuária típica e carrega uma mochila com um item valioso, antes que a viagem termine. Sabemos que Michael está com problemas financeiro e seu filho irá para uma universidade particular, de modo que aceita sem pensar nas consequências.

Apesar de identificar uma pessoa pareça uma tarefa fácil, Michael não tem mais informações sobre o sujeito que procura. Um tanto quanto perdido, ele começa sua busca e a proposta da desconhecida não se mostra tão simples assim. Desde sua família até meros estranhos estão com suas vidas em risco caso o ex-policial não encontre a pessoa.

Diante da nova situação, Michael passa a tomar medidas drásticas para finalizar sua tarefa, tudo com a ajuda de sua experiência como policial. Com direito a muitos tiros, brigas e drama, o homem percebe que o sujeito procurado pode estar com a vida em apuros e não sabe como proceder: salvará sua família ou alguém que não conhece?

Como todo filme de ação, há uma quantidade significativa de violência e efeitos especiais. Infelizmente, esses efeitos se mostram um tanto quanto exagerados e tiram o foco do que está acontecendo na cena em questão. Além disso, a história se perde em alguns momentos e os fatos nem sempre conseguem se conectar com o ponto inicial da obra. De todo modo, apesar de não ser o melhor filme da dupla, toda a viagem é interessante e traz uma boa reflexão dos efeitos colaterais de nossas escolhas.

deborah almeida

tem 20 anos, estudante de Jornalismo, feminista e praticante de yoga nas horas vagas. veio ao mundo para enaltecer as divas do Pop, escrever sobre as coisas loucas que passam pela sua cabeça e fazer origami.

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