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Pesadelo na Rua Z – “Amityville – O Despertar” (2017)

[tempo de leitura: 3 minutos]

Filmes inspirados em Amityville é algo que não falta no mundo cinematográfico. Parece que os americanos continuam querendo morar numa casa “mal-assombrada”, não sei se pela experiência ou se é mais barato, vai entender a motivação. Desde que o primeiro filme foi lançado, Terror em Amityville, em 1979, a história ganhou várias outras versões. Atualmente, existem 21 longas sobre Amityville, muitos com filmagens caseiras ou independentes. Para ser bem honesta, não compensa assistir todos, mas ver alguns é uma boa ideia para quem gosta da temática.

Já que a maioria dos filmes retratam uma história que segue um mesmo rumo – de uma família que se muda para uma casa com má reputação pois um dos membros assassinou todo mundo -, falarei hoje de uma versão que muda um pouco esses fatos. Em Amityville – O Despertar, Joan Walker (Jennifer Jason Leigh) muda para a casa junto com suas filhas Belle (Bella Thorne) e Juliet (Mckenna Grace), e o filho James (Cameron Monaghan), gêmeo de Belle e que está em coma.

Joan decide mudar para conseguir economizar dinheiro e investir mais nos cuidados do filho, pois a casa é bem mais barata que as outras, e para estar perto da irmã Candice (Jennifer Morrison). Ela já sabia tudo o que havia acontecido lá e, como sempre, não viu o menor problema nisso.

Até então, a história segue o padrão das outras, até que um colega de sala de Belle, Terrence (Thomas Mann) conta para ela a verdade sobre a casa, já que a mãe não se preocupou em fazer isso, e ainda mostra alguns DVDs de filmes Amityville (sim, ele anda com filmes de terror na mochila). Dessa maneira, os horrores que aconteceram na casa não são somente boatos, e sim filmes. Basicamente um mundo paralelo de Amityville. Junto com Marissa (Taylor Spreitler), outra colega de sala que adora um terror, Belle e Terrence assistem a um dos filmes na própria Amityville e no mesmo horário em que tudo aconteceu. Adolescentes nunca têm boas ideias.

Não demora muito para que coisas estranhas comecem a acontecer na casa, que vão desde a pesadelos bizarros até uma súbita melhora de James que, até então, estava num estado irreversível. Ainda que Belle note tudo o que está acontecendo, sua mãe se recusa a enxergar os fatos, concentrando apenas na recuperação do filho.

Não vou dizer que essa versão possui o melhor roteiro ou produção, mas é uma das minhas favoritas. A ideia de colocar um filme dentro do outro é bem criativa e muda a dinâmica, pois os personagens estão mais cientes do que está acontecendo e podem agir mais. Não é obrigatório ter assistido o primeiro Amityville ou a refilmagem dele em 2005 para compreender a trama, pois tudo é explicado ao longo do longa, mas complementa a experiência.

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Grande parte do filme fica centralizado na relação de Joan e Belle, que mostram um claro exemplo de mãe e filha em um eterno conflito e que não conseguem estabelecer um bom diálogo, o que favorece ainda mais a distração das personagens para os eventos na casa. Ambas as atrizes executam muito bem seus papéis e é possível perceber a tensão do relacionamento mesmo nas cenas sem brigas ou discussões.

Apesar dessa inserção de um filme no outro, a história de Amityville – O Despertar segue a fórmula clássica do gênero. Pode esperar por muitos jump scare, um porão bizarro, pessoas se contorcendo e um pouquinho de drama familiar.

Deborah Almeida

deborah almeida

mineira, jornalista e feminista. viciada em filmes adolescentes e de terror, amante de seriados e enaltecedora das divas pop. tanto 8 quanto 80, apaixonada por palavras, colecionadora de cartão postal e louca dos tsurus de origami.

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