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Well, well, a Dona do Mal voltou 

[tempo de leitura: 4 minutos]

Apesar de um roteiro inconsistente, “Malévola: Dona do Mal” entrega uma história divertida, sustentada pela atuação de Angelina Jolie.


AApós os dois lados de uma mesma história terem sido revelados em Malévola (2014), a história da personagem retorna em na continuação, Malévola: Dona do Mal. Nesta nova produção, a protagonista vivida por Angelina Jolie continua sendo vista como vilã entre os humanos. Agora, a jovem Aurora (Elle Fanning) e sua madrinha vivem juntas em Moors, o reino mágico das fadas, onde a garota foi coroada como rainha.

O longa logo começa com uma divergência entre as duas. Aurora sonha em unir o reino dos humanos e das fadas, e esse desejo pode virar uma possibilidade quando é pedida em casamento pelo príncipe Phillip (Harris Dickinson). Malévola logo de cara se mostra contra a união, mas, ao ver a felicidade da afilhada e sendo incentivada pelo fiel companheiro Diaval (Sam Riley), passa a tentar aceitar a situação e concorda em voltar ao reino dos humanos para conhecer os pais do futuro genro.

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Poster nacional

A ida ao lar de Phillip, para conhecer o Rei John (Robert Lindsay) e a Rainha Ingrith (Michelle Pfeiffer), sai do controle quando a protagonista é provocada por Ingrith e “solta seus demônios” no palácio, por assim dizer. Disney, vamos combinar que já deu de colocar as mulheres como vilãs, certo? Pois bem, dá-se a entender que a grande fada do mal enfeitiçou o rei, que cai num sono profundo. Ao tentar fugir do castelo, Malévola é atingida por uma bala de ferro (único material capaz de matar as fadas) por uma das servas da rainha e é resgatada do fundo do oceano por uma criatura misteriosa.

Nesse momento, descobrimos que existem outros seres como ela, chamados de Seres das Trevas. Eles vivem isolados em uma ilha pois, com o passar dos anos, suas vidas foram ameaçadas pelos humanos e a espécie começou a entrar em extinção. Esse ponto da história traz um pouco das origens da personagem principal, apesar de não explicar exatamente como ela foi parar com os Moors. Nessa sociedade, ela conhece Conall (Chiwetel Ejiofor), o líder do grupo que serve como um guia para que ela enxergue seu verdadeiro poder e possa usá-lo bem. Diferente dos outros Seres das Trevas, Malévola tem em suas mãos um poder extremamente dualista, carregando consigo o controle da vida e da morte, da criação e da destruição.

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Michelle Pfeiffer, Angelina Jolie e Elle Fanning, o trio protagonista

No desenrolar da trama, parte dos planos de Ingrith começam a se revelar: destruir as fadas. Em contrapartida, os Seres das Trevas, irados com os humanos que os colocam em risco, planejam atacar o reino. Ainda que Ingrith tenha suas motivações pessoais, ela não consegue passar carisma e nem fazer com que se tenha empatia por ela – bem diferente de Malévola, que é compreendida.

Dona do Mal foge de toda a história que já conhecemos do desenho animado e contos de fadas. É uma criação nova, com muita magia e efeitos especiais. A personagem de Angelina Jolie traz consigo um quê de Game of Thrones e Avatar. O longa não causa a mesma magia e sensações do primeiro, que gerou muito mais ansiedade e expectativa – uma vez que a história ainda era relativamente desconhecida, não dava para saber exatamente o que esperar.

Nesse contexto, o filme mostra uma imensa produção com muitos efeitos visuais, mas muitos detalhes na história deixam a trama um pouco confusa. Enquanto o anterior contou a versão da vilã de A Bela Adormecida, esse não deixou a trama central tão clara. O enredo dividiu-se entre a origem de Malévola (que não foi tão aprofundada) e a tentativa tanto da unificação entre humanos e fadas quanto a destruição desses reinos.

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Em jantar cerimonial, Aurora, Malévola e Diaval conhecem os pais do Príncipe Phillip, John e Ingritti

Ainda assim, para quem gosta da história da personagem, é um filme bom para assistir. Tem cenas fortes e intensas, tirando qualquer possível espectro infantil da história da princesa. Por mais que algumas situações sejam previsíveis, não deixa de ter boas revelações e causar grandes impactos com os efeitos visuais.

Angelina Jolie, como sempre, mostra-se impecável e é o centro das atenções em todas as cenas que aparece. Sua figura má e excêntrica, juntamente com as tentativas falhas e cômicas de entender o mundo humano e o jeito como cuida e ama Aurora, são o combo perfeito para a personagem complexa que a grande vilã representa. A atriz consegue se sair extremamente bem, como é esperado. Elle Fanning, apesar de não ter toda a intensidade da sua parceira, tem seu próprio charme e faz a Aurora que o público adora: a jovem das bochechas rosadas, meiga e alegre que consegue compreender a madrinha e é a única capaz de tirar amor de uma das maiores vilãs da Disney.

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Angelina Jolie como Malévola

Ao final, apesar de um roteiro inconsistente que não decide qual história quer contar, Malévola: Dona do Mal entrega uma história divertida, sustentada pela atuação de Angelina Jolie e a tradicional magia Disney.

Deborah Almeida

deborah almeida

mineira, jornalista e feminista. viciada em filmes adolescentes e de terror, amante de seriados e enaltecedora das divas pop. tanto 8 quanto 80, apaixonada por palavras, colecionadora de cartão postal e louca dos tsurus de origami.

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