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“Queer Eye”: muitas emoções, lágrimas e superações

[tempo de leitura: 3 minutos]

Na 5ª temporada, Queer Eye retorna sediada em uma nova cidade, com histórias inéditas ainda mais emocionantes e importantes de serem ouvidas.


UUm dos programas de TV com temática LGBTQIAP+ mais adorados teve seu quinto ano lançada na Netflix e já pôde aquecer muitos corações. Sim, estamos falando de Queer Eye, que teve sua maior temporada até agora – com 10 episódios – e se passou de forma inédita em Filadélfia, na Pensilvânia.

NOVIDADES
Pela nova localização, o quinteto ganhou um novo escritório e ainda contou com um novo companheiro: Walter, um cão vira-lata adotado por eles. Bruley, o bulldog francês que esteve nas outras temporadas, faleceu ano passado, e ganhou uma linda homenagem ao final do primeiro episódio.

Assim como nas temporadas anteriores, Tan, Antoni, Jonathan, Karamo e Bobby arrasam em todos os momentos e conseguem se conectar bem com os Heróis, dividindo suas próprias experiências e desafios pessoais. Esse tipo de abertura deixa o programa mais interessante e humano, mostrando que ninguém é invencível ou sem problemas, além de transmitir uma mensagem muito positiva especialmente para os tempos atuais: de que tudo pode melhorar.

O modelo dos episódios se mantem da mesma forma – ainda bem! – e traz muitos momentos emocionantes, angustiantes, honestos e engraçados. Logo no primeiro episódio podemos acompanhar um dos Heróis mais “diferentes” até agora: Noah, um pastor abertamente homossexual. Esse participante trouxe uma história muito especial para o reality e foi particularmente importante para Bobby, que sofreu muito preconceito dentro da igreja durante sua infância e adolescente. O episódio é todo muito bonito e rende boas lágrimas ao acompanharmos Noah falar sobre sua vontade de fazer com que todos se sintam acolhidos dentro da igreja e ainda se desculpar com Bobby, em nome da sua religião, por tudo o que ele passou. Não tem como não se emocionar.

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Ainda que Noah roube a cena, todos os outros Heróis também são muito especiais à sua maneira. O novo ano de Queer Eye conta com uma ativista ambiental de 18 anos; a primeira coreana-americana de sua linhagem a formar em Medicina; um imigrante mexicano prestes a abrir um restaurante; um rapaz que morou nas ruas durante um tempo e está se restabelecendo no mundo; dentre outras histórias marcantes e inspiradoras.

Em cada episódio, há uma grande conexão dos Fab 5 com o Herói da vez e, como sempre, eles conseguem fazer com que a pessoa se sintam muito amada e acolhida. Nesse ponto, é possível ver grande amadurecimento do quinteto desde a primeira temporada de Queer Eye. Eles mostram cada vez mais empatia para ver o mundo sob os olhos do outro e se esforçam muito para ajustar o programa com o estilo de vida de cada pessoa. Além de ajudarem o participante naquele momento, eles tentam fazer com que os ajustes feitos sejam estáveis e duradouros.

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Para cada situação, eles pensam com muito carinho e fazem de tudo para dar a melhor experiência para pessoa, ainda que, para isso, precisam pedir ajuda a terceiros. Jonathan, por exemplo, que cuida dos cabelos, assumiu que não tem experiência o suficiente para trabalhar com cabelos crespos e dreads, e levou os heróis para salões especialistas. Isso mostra como eles colocam em prática um dos grandes valores que pregam: não há nada de errado em pedir ajuda.

Um dos pontos mais cativantes de Queer Eye é a habilidade de falar sobre assuntos mais difíceis e polêmicos com leveza, mas sem tirar a seriedade da situação. Ao longo dos episódios, são abordados assuntos como problemas familiares, homofobia, racismo, doenças e dificuldades financeiras. Em todos os momentos, o Fab 5 é extremamente delicado, mas não deixam de discutir o tópico só por ser complicado. Muito pelo contrário! O quinteto deixa os participantes mais confortáveis para falar, compartilham suas experiências e dão conselhos realistas.

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A única parte negativa do programa é ter que se despedir e esperar para que a próxima temporada seja lançada. Felizmente, a Netflix já confirmou que a sexta edição virá e, dessa vez, será no Texas. Já pode pular para a data de estreia?

Deborah Almeida

deborah almeida

mineira, jornalista e feminista. viciada em filmes adolescentes e de terror, amante de seriados e enaltecedora das divas pop. tanto 8 quanto 80, apaixonada por palavras, colecionadora de cartão postal e louca dos tsurus de origami.

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