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E não sobrou nenhum…

[tempo de leitura: 3 minutos]

“EGO”, episódio do “GOING SEVENTEEN”, mostra a aptidão que o SEVENTEEN tem para os programas de variedade de uma forma inovadora e misteriosa.


OO k-pop vai muito além da música, sendo construído de forma cultural e transmidiática, perpassando por elaborados clipes, audiovisuais conceituais, micro-filmes, webtoons, produtos físicos, universos compartilhados e produções para a televisão e plataformas digitais. E nessa empreitada, o SEVENTEEN é um grupo que tem em mãos o que é, possivelmente, o melhor conteúdo seriado em exibição.

O GOING SEVENTEEN, exibido gratuitamente pelo Youtube, é um programa de variedades semanal estrelado pelo grupo de k-pop desde 2017. Inicialmente um vlog documental de bastidores, o programa passou a trazer os 13 integrantes se divertindo em diferentes competições de jogos a partir do meio de 2019, assumindo o status de variety show integral em 2020. Desde então, mais de 100 episódios do programa já acompanharam S.Coups, Jeonghan, Joshua, Jun, Hoshi, Wonwoo, Woozi, DK, Mingyu, The8, Seungkwan, Vernon e Dino tentando desvendar Escape Rooms, fazendo noites de Debate, em férias coletivas, mini-olimpíadas, jogos de Máfia, Xadrez Humano, elaborados jogos temáticos de pega-pega, partidas de Kickball, entre muitos outros.

E com uma grande quantidade de membros, eles não precisam de ninguém além deles mesmos para estrelar, semi-roteirizar e produzir um conteúdo de qualidade, enquanto mostram aos fãs novas facetas de suas respectivas personalidades e de seu entrosamento como um grupo — além de suas habilidades para os humorísticos programas de variedades.

Dentre tantos episódios memoráveis e inesquecíveis (como qualquer um dos jogos de Máfia e pega-pega ou as divertidas férias coletivas em que eles brincam em infinitos jogos alcóolicos), a Temporada 2021 do GOING SEVENTEEN trouxe consigo um capítulo um tanto curioso. Completamente diferente de tudo apresentado até agora, EGO é uma produção inteiramente roteirizada, dividida em duas partes (#1 e #2) e narrada como uma espécie de longa-metragem autossuficiente de uma hora.

 

Uma Noite de Terror

Na história, os membros do SEVENTEEN, em pares, acordam presos em um laboratório abandonado de pesquisa clandestina. Cientes de suas situações, eles precisam desvendar o mistério do que aconteceu naquele lugar e encontrar as chaves que os libertarão do edifício. Porém, na medida em que vão avançando, eles passam a serem caçados por uma misteriosa figura médica.

A narrativa de EGO não chega a ser tão complexa ou inovadora, mas a clara inspiração em um famoso livro de Agatha Christie e um gameplay de jogo de terror faz do episódio do GOING SEVENTEEN S2021 digno de alguns prêmios técnicos e artísticos — mesmo que em votações populares. Os integrantes do famoso grupo provam-se capazes de carregarem o mistério e o suspense que a produção pede, com alguns tendo a oportunidade até mesmo de demonstrar suas habilidades para a dramatização.

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EGO fica ainda mais robusto por pegar migalhas de alguns outros episódios do GOING, trazendo uma espécie de continuidade (ou pré-continuidade) para o BAD CLUE (S2020E34 e E35), do GOING 2020. No capítulo em questão, os membros, interpretando personagens, são convidados para uma mansão para a leitura do testamento de um magnata. Lá, eles precisam encontrar pistas para desvendar o mistério de quem matou o homem antes de que eles mesmo se tornem vítimas do enigmático assassino.

 

Quem Matou o SEVENTEEN?

A construção narrativa de EGO é eficaz em manter as surpresas até o momento que elas precisam ser reveladas, apresentando um plot twist divertido e eficaz. No final, o programa deixa para o público o trabalho de elaborar as próprias interpretações e tentar desvendar quem é a pessoa por trás daquele laboratório abandonado.

Se até aqui o GOING SEVENTEEN já deixava claro que o SEVENTEEN nasceu para programas de variedades (e que, talvez, eles sejam uma referência no atual setor de entretenimento com Ídolos), EGO comprova que o grupo de Pledis Entertainment, agora uma subsidiária HYBE, possui algumas cartas na manga capazes de levá-los muito além.

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SPOILER: Interpretando o EGO
Com a finalização das duas partes de EGO, os fãs (conhecidos como Carats) passaram a elaborar conclusões para a história. O que parece ser o fio condutor de qualquer teoria é que cada membro interpreta uma versão diferente de um clone. A divergência, então, acontece em dois momentos. O primeiro é se eles são clones de uma única pessoa (Dr. Arthur Kim, o personagem de Mingyu em BAD CLUE, que sofre de Transtorno Dissociativo de Personalidade) ou de várias (os diferentes cientistas que participaram da pesquisa). O segundo é o propósito do teste: aquele “prédio abandonado”, que na verdade é um local de teste controlado, serve para monitorar o comportamento e evolução do processo de clonagem, ou para testar uma teoria de “memórias compartilhadas” e a capacidade de levar informações completas de um clone para o outro?

É de 1995, virginiano, gay que atende por qualquer pronome e formado em Jornalismo com pós em Comunicação e Marketing. Criou a ZINT em 2017 — desde então, colabora com matérias sempre que tem uma boa pauta e cuida do visual do Colaborativo.

Em 2021, assistiu 69 Filmes e 133 Séries. Leu 1 Livro e desde que começou a quarentena já catalogou 620 álbuns reproduzidos (e contando!) enquanto dubla pelo seu legado. ✨

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