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“Filhas de Eva”: um ganho para o audiovisual brasileiro

[tempo de leitura: 2 minutos]

“Filhas de Eva” chega ao Globoplay com um retrato feminista interessante e refrescante para o catálogo da séries brasileiras.


AA nova produção original do Globoplay, Filhas de Eva, chegou fazendo barulho. Na primeira semana, já era a série mais assistida da plataforma, contabilizando mais de um milhão de horas de consumo. A trama estreou no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, data que faz jus a trama que acompanha a vida de três mulheres em busca de liberdade.

 

Um é pouco, dois é bom, três é melhor ainda

A grande base de Filhas de Eva é a força da união feminina, que fica claro no decorrer da história e na construção das personagens. A primeira protagonista que o público conhece é Stella (Renata Sorrah), uma mulher que em plena festa de bodas de ouro resolve pedir o divorcio após perceber que passou a vida toda em função de um marido que não a valorizava. Depois, o espectador é apresentado a Lívia (Giovanna Antonelli) e Cléo (Vanessa Giácomo), uma dupla improvável de duas mulheres que são o extremo oposto da outra. Enquanto Lívia é controladora, Cléo é impulsiva.

A história de cada uma delas individualmente já é muito interessante, mas juntas elas dão a produção o fôlego necessário para chegar ao fim dos 12 episódios. As dinâmicas das protagonistas passam por nuances do drama com uma leveza quase cômica e ao mesmo tempo levantando questões relevantes. Aqui, é necessário destacar a amizade de Cléo e Lívia, uma das mais carismáticas já vistas em uma produção brasileira.

 

Feminismo: a conquista da liberdade

Filhas de Eva aborda o feminismo de uma forma interessante. O pontapé para o assunto é dado nos primeiros minutos com o rompimento de um casamento de 50 anos. Mas o momento ainda não dá o tom completo do feminismo, introduzido aos poucos pela narrativa da filha de Lívia, Dora (Debora Ozório), que representa uma visão mais atual da mulher.

No desenvolvimento da trama, todas as protagonistas começam a se libertar de amarras impostas pela sociedade às mulheres. Entretanto, o ex-marido de Stella e pai da Lívia representa um aprisionamento para essas personagens. Mesmo tendo uma mudança de conduta positiva em relação às suas próprias vidas, o vínculo com ele provoca uma dificuldade de evolução. Nesse contexto é possível vê-lo como uma metáfora para o machismo estrutural, que é uma amarra à luta das mulheres por igualdade.

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Filhas de Eva é, com certeza, um ótimo entretenimento. Uma produção de qualidade que une excelentes enredos, atuações e ótimas imagens do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa. É uma série para refletir, se divertir, se emocionar e se deixar inspirar pelas mulheres.

Lara Felix

Adora um bom Entretenimento, entre Filmes e Séries, Teatros e shows, e até mesmo uma novela bem dramática. É apaixonada por Literatura e reserva um lugar especial no coração para as adaptações audiovisuais de livros.

Sempre tem opinião sobre tudo, e por isso vê na crítica uma excelente oportunidade de expressão. Também ama escrever e acredita muito no poder da comunicação na sociedade. Por esses e outros motivos, é uma orgulhosa estudante de Jornalismo.

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