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Um romance de época e um toque de “Gossip Girl”

[tempo de leitura: 5 minutos]

Em sua primeira temporada, “Bridgerton” traz para a Netflix uma adaptação televisiva com a assinatura virtuosa de Shonda Rhimes.


MMeus queridos leitores,

Desde junho de 2018, quando a Netflix anunciou que Shonda Rhimes iria produzir a adaptação de Bridgerton, baseada na série de livros escritos pela Julia Quinn, muito se especulou a respeito como a produtora fazer essa adaptação. Teríamos muitas diferenças em relação aos livros?  Quais atores fariam parte do elenco? E depois de dois anos de espera, para a alegria dos fãs em especial, a série finalmente chegou ao catálogo da plataforma de streaming.

 

BRIDGERTON

A série se passa no século 19, na alta sociedade londrina, em que vamos ser apresentados para a grande, poderosa e amorosa família dos Bridgerton, constituída por Violet (Ruth Gemmell), a matriarca da família, e seus oito filhos: Anthony (Jonathan Bailey), Benedict (Luke Thompson), Colin (Luke Newton), Daphne (Phoebe Dynevor), Eloise (Claudia Jessie), Francesca (Ruby Stokes), Gregory (Will Tilston) e Hyacinth (Florence Hunt). E com essa numerosa e prestigiada família, o grande foco fica em cima de Daphne Bridgerton, que chegou à idade de frequentar a temporada social e, consequentemente, arranjar um marido.

Devido o início da temporada social, toda família Bridgerton está com grandes expectativas para ver como Daphne vai se sair e se ela vai conseguir atrair bons pretendentes. Envolvidos neste processo, Violet quer que Daphne se case por amor, assim como foi seu casamento, enquanto Anthony se preocupa em encontrar alguém que não tenha dívidas e que venha de uma família respeitável, de forma que ele ignora os sentimentos e desejos da irmã mais nova além de afastar possíveis pretendentes devido o seu jeito extremamente protetor com a caçula.

Porém, apesar de todas as expectativas colocadas em cima de Daphne, a temporada social não começa tão bem. A atenção de todos os rapazes se volta para Marina Thompson (Ruby Barker), uma jovem moça que foi enviada para passar um tempo na casa da família Featherington.  E para piorar a situação, uma coluna de fofocas assinada por Lady Whistledown (voz de Julie Andrews) passa a ganhar notoriedade dentro da alta sociedade londrina, expondo pessoas, escândalos e reforçando a ideia de que Daphne não é tão desejável como todos acreditavam.

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Daphne Bridgerton e Simon Basset

A solução para o problema de Daphne aparece quando ela se aproxima de Simon Basset, o duque de Hastings (Regé-Jean Page). Tanto Simon quanto Daphne são alvos das fofocas da coluna de Lady Whistledown, de maneira que eles decidem se unir para atingir seus objetivos. O plano consiste em fingir um relacionamento falso. A esperança é que as mães parem de jogar suas filhas em cima do mais novo duque de Hastings, e a de que Daphne atraia o olhar e atenção de outros pretendentes, aumentando sua possibilidade de conseguir um bom casamento. No entanto, lidar com um relacionamento falso é mais complicado do que aparenta, sem contar que é propício para sentimentos verdadeiros florescerem.

 

A SÉRIE

A primeira temporada de Bridgerton tem como foco principal o relacionamento entre Daphne e Simon, da mesma forma que funciona o livro Duque e Eu, da Julia Quinn, dando ao público a chance de acompanhar os altos e baixos da relação entre os dois. Apesar da química gigante dos personagens, é necessário que ambos ultrapassem alguns obstáculos ao longo da família.

Dentro desse relacionamento é necessário destacar o desenvolvimento de Simon em relação aos traumas de seu passado, uma vez que as cicatrizes que ele carrega interferem diretamente na sua vida com Daphne. A série passa pela relação conturbada com seu pai abusivo, dos traumas de infância devido o comportamento paterno e como isso influencia sua vida nos dias atuais.  Além disso, é importante ressaltar a dinâmica entre Simon e Lady Danbury (Adjoa Andoh), uma senhora da alta sociedade que foi responsável por ajudar a cuidar de Simon quando ele era menor, constantemente questionando-o sobre o rancor em relação ao seu pai e de como isso afeta diretamente no seu relacionamento com Daphne.

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Outro arco importante trabalhado em Bridgerton é a respeito da jovem Marina Thompson, que deixa a casa de seus pais para passar um tempo com os Featherington. Logo de início é possível sentir uma tensão entre a jovem e Lady Featherington (Polly Walker), matriarca da família. É notório o ciúmes que Lady Featherington sente de Marina e da atenção que ela recebe dos rapazes, enquanto suas três filhas  Prhillippa (Harriet Cains), Prudence (Bessie Carter) e Penelope (Nicola Coughlan) ficam mais ao fundo.

Há também uma tensão estabelecida entre Marina, Colin Bridgerton e Penelope. Se por um lado Colin está completamente encantado pela senhorita Thompson, pensando até mesmo em se casar com a mulher sem mesmo a conhecer direito, Penelope se vê dividida entre seus sentimentos por Colin e sua relação de cumplicidade com Marina.

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Já em relação aos destaques da série, é preciso ressaltar o papel de Eloise Bridgerton. A personagem já era bastante querida pelos fãs dos livros, e essa admiração apenas aumenta com a forma que ela é retratada na produção. Eloise é retratada como uma jovem à frente de sua época visto que ela não sonha em se casar, não tem a vontade de debutar e seu maior objetivo é ser independente – e com essas características, é possível traçar um paralelo entre a personagem e Jo March (Saoirse Ronan) de Adoráveis Mulheres. Bastante determinada e dona de uma enorme curiosidade, a personagem de Claudia Jessie tem apenas um único objetivo: descobrir a identidade de Lady Whistledown.

 

Shondaflix

Bridgerton é a primeira série produzida através da parceria entre Netflix e a Shondaland, produtora de televisão criada por Shonda Rhimes,  sendo um resultado fenomenal. A produção seriada consegue aproveitar os melhores elementos do livro, corrigindo algumas problemáticas e apresentando críticas a respeito da sociedade do século 19 e dos costumes da época, além de trabalhar muito bem no desenvolvimento dos personagens.

Também é preciso destacar que o seriado apresenta uma estética muito bonita. Os cenários e as roupas conseguem transmitir a sensação de que a história se passa no século 19, tratando-se de uma ambientação bem feita e muito bem curada. E ao mesmo tempo em que Bridgerton apresenta um visual que remete ao século 19, também são introduzidos elementos mais atuais, como a utilização de músicas contemporâneas – thank u, next, bad guy e Wildest Dreams são algumas das faixas que figuram na série em suas versões instrumental.

Por mais que existam algumas diferenças entre o livro e a adaptação, Bridgerton é uma série muito bem produzida, que sabe aproveitar os melhores elementos da história de Julia Quinn enquanto acrescenta novos elementos que são importantes para o triunfo e o sucesso da empreitada de Shonda Rhimes. A produção conta com uma trama intrigante e personagens bem desenvolvidos, que culminam para o estrondo que Bridgerton fez em sua estreia.

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E apesar da Netflix não ter confirmado uma segunda temporada, os acontecimentos do primeiro ano acabam de forma amarrada, sem deixar muitas pontas soltas. Mas uma coisa é certa: os fãs anseiam por mais intrigas, fofocas e romance envolvendo os Bridgerton.

Até a próxima temporada social,

Lady Whistledown.

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Bruna Curi

bruna curi

tem 20 anos, é estudante de Jornalismo, mineira, capricorniana e blogueira nas horas vagas. apaixonada por Livros, Filmes e Séries. gosta de escrever, é uma de suas maiores paixões.

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