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Uma série perfeitamente esplêndida

[tempo de leitura: 3 minutos]

“A Maldição da Mansão Bly” revisita e expande com esmero o universo criado por Mike Flanagan em “A Maldição da Residência Hill”.


AApós o sucesso de A Maldição da Residência Hill, criada por Mike Flanagan e lançada em 2018, a Netflix já entendeu bem qual é a fórmula que encanta o público. O combo de casa mal assombrada, problemas familiares, fantasmas e crianças sinistras garante uma boa história para quem gosta do gênero. Dessa forma, nasce A Maldição da Mansão Bly.

A jovem estadunidense Dani Clayton (Victoria Pedretti), tentando fugir do seu passado, viaja à Inglaterra e é contratada para ser au pair de dois órfãos, Flora (Amelia Bea Smith) e Miles (Benjamin Evan Ainsworth), sobrinhos do lorde Henry Wingrave (Henry Thomas). Antes de iniciar o trabalho, o lorde já a alerta que as pessoas têm certa resistência sobre a mansão pela morte dos pais das crianças e o suicídio da última babá, Rebecca Jessel (Tahirah Sharif), mas não há nada se preocupar.

Quando chega à sua nova residência, Dani conhece as crianças e os outros funcionários: a governanta Hannah Grose (T’Nia Miller), o cozinheiro Owen (Rahul Kohli) e a jardineira Jamie (Amelia Eve). Apesar de se encantar pela beleza do lugar e pela doçura de Flora, não demora muito para que a au pair note alguns sinais que Bly não é um lugar tão maravilhoso assim.

Seguindo o mesmo modelo de sua antecessora, A Maldição da Mansão Bly se aprofunda muito nos aspectos psicológicos dos personagens, mostrando eventos passados e quais foram suas consequências. Os episódios, além de desenvolverem a trama central, contam um pouco da história de cada um e, dessa maneira, o espectador vai tendo vários fragmentos e consegue, aos poucos, construir o fio da história e desvendar as peças do quebra-cabeça.

Quem era Quem?
Relembre quais personagens de Residência Hill aparecem em Mansão Bly. Nellie é Dani; Theo é Viola; Luke é Peter.

Não é um enredo fácil e é preciso prestar atenção nos detalhes dados para conseguir entender todo o conjunto, mas o ambiente criado pela série é extremamente suscetível para que o espectador fique super imerso e não tire os olhos da tela para não perder um segundo de história.

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Apesar dos elementos sobrenaturais, que dão o terror ao programa, A Maldição da Mansão Bly parte mais para o drama e suspense psicológico, tendo poucos momentos de reais sustos. Ao longo dos episódios, o clima é carregado de tensão e momentos intensos, com direito a bastante frio na barriga, mas não espere para sentir o coração acelerando com um jumpscare, pois não é o objetivo. Na realidade, talvez você até chore, e não é de medo. Acredite em mim: a série te fará ter pena de fantasmas.

Para quem está acostumado com o gênero, já adianto que há muitos pontos previsíveis na história, mas acredito que não era algo tão relevante para a equipe de produção. A série é baseada no livro A Volta do Parafuso, de Henry James, que já foi adaptada algumas vezes para as telas. Se você já assistiu Os Inocentes (1961), Os Que Chegam Com A Noite (1971) ou Lugares Escuros (2006), certamente já vai conseguir prever alguns acontecimentos – mas não se preocupe, pois isso não atrapalha nada no aproveitamento. Por mais que a história seja interessante, o que mais ganha destaque é a forma como é construída, a apresentação dos personagens e a atuação do elenco.

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Os personagens de “Mansão Bly” e “Residência Hill”

Tendo a Residência Hill como antecessora, as expectativas são altas, mas Mike Flanagan e sua equipe conseguem trazer uma outra história com a mesma qualidade e repetindo alguns pontos específicos da anterior, como o termo forever house (casa eterna), que tem diferentes significados para cada trama. Já pode ligar a Netflix e preparar a pipoca para maratonar A Maldição da Mansão Bly. Ah, é melhor pegar uns lencinhos, tá?

Deborah Almeida

deborah almeida

mineira, jornalista e feminista. viciada em filmes adolescentes e de terror, amante de seriados e enaltecedora das divas pop. tanto 8 quanto 80, apaixonada por palavras, colecionadora de cartão postal e louca dos tsurus de origami.

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