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FEUD: BETTE X JOAN

FEUD: BETTE x JOAN

Hollywood é conhecida mundialmente pelo seu glamour, pelas estrelas de cinema e televisão, suas vidas luxuosas e as maiores rivalidades do mundo do entretenimento. Desde seus primórdios as brigas de celebridade são bastante comuns, às vezes elaboradas para serem apenas golpos de publicidade, em outras enraizadas em rancor e/ou inveja. Entre esses desentendimentos épicos, está o de Joan Crawford e Bette Davis.

Dizem as más línguas que as duas veteranas atrizes nunca foram fãs uma da outra. O motivo, ninguém conhece. Especula-se que a discórdia era resultado de inveja e desespero por validação, principalmente pelo lado de Joan. O feud entre as atrizes, no entanto, ficou marcado pela produção com o noir cult O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, filme de 1962.

Pôster da primeira temporada de "FEUD"

Pôster da primeira temporada de “FEUD”

Com suas produções antológicas em alta e sendo um dos atuais queridinhos de Hollywood, Ryan Murphy, responsável pelos sucessos American Horror Story e American Crime Story, deu início à FEUD. Seguindo a linha de “uma história por temporada” de suas produções recentes, a série exploraria das maiores brigas e desentendimentos do mundo do entretenimento. Para sua primeira temporada, Murphy escolheu o subtítulo Betty and Joan. A produção ainda virá a apresentar os feud entre Princesa Diana e Príncipe Charles, em sua segunda temporada de 10 episódios, programada para 2018.

Com oito episódios e exibida pelo canal FX, parte do conglomerado FOX, a série abordou os bastidores da icônica guerra entre as duas atrizes. Nele, Joan e Bette trabalharam lado a lado pela segunda vez, entrando em constante atrito dentro e fora das câmeras. O que impulsionou a briga desta vez foi um complô encabeçado pelo o então dono da Warner Bros. Studios. Jack L. Warner, que influenciou o diretor do filme, Robert Aldrich, a jogar as duas atrizes uma contra a outra. A ideia central era um golpe, a fim de gerar publicidade e expectativa para o lançamento da película.

Com FEUD, Murphy mostrou-se extremamente preocupado em replicar todos os aspectos do momento histórico de forma fiel, seja pela semelhança entre os atores, todo o setor de figurino, o cuidado aos detalhes, ou até mesmo a regravação das filmagens do filme. A produção é impecável, dando ao público uma verdadeira obra prima visual.

No roteiro, Murphy se preocupa a dar uma duplicidade para Joan, que ao mesmo tempo em que é vítima de machismo, sexismo e ageismo, é a própria vilã na sua história. O show mostra que a atriz moveu céus e montanhas para que Bette não levasse o prêmio de Melhor Atriz nos Academy Awards de 1963, garantindo que mesmo não sendo indicada, era ela, Joan, que saíram da premiação com uma estatueta nas mãos. Joan também era mostrada como uma atriz exuberante e cara, que apenas vivia de aparências em sua mansão com apenas um empregado. Quase falida, a atriz também tinha uma mania de plastificar todos os seus móveis. Joan também vivia com depressão e desenvolveu problemas com álcool.

Em contrapartida, Bette era bastante diferente no quesito vide pública. Retraída e mais humilde, sempre cuidou muito bem de seu dinheiro, vivendo uma casa modesta no subúrbio, sempre buscando estar ao lado de sua filha. A atriz, no entanto, tinha muita pouca sorte no amor, se envolvendo constantemente em relacionamentos turbulentos. Ainda que Bette, na história, assumia mais o papel de vítima de Joan, a atriz também moveu alguns pauzinhos para que sua companheira de filme não tivesse tanto tempo em tela, envolvendo-se até mesmo com Robert, o diretor do filme. Bette também era constantemente vítima de machismo, sexismo e ageismo.

Jessica Lange e Susan Sarandon são, respectivamente, Joan Crawford e Bette Davis

Jessica Lange e Susan Sarandon são, respectivamente, Joan Crawford e Bette Davis

Uma das maiores marcas da série, além das críticas sociais que perduram até hoje, é a força de atuação de ambas as protagonistas. Enquanto Joan Crawford foi interpretada por Jessica Lange, Bette Davis ficou a cargo de Susan Sarandon. A escolha das atrizes, assim como todo o seu elenco, deu-se principalmente pela grande semelhança física que elas tinham com duas personagens.

Ainda que a série opte por utilizar de Joan como principal figura do enredo, tendo  o seu lado da história mais explorado, é Bette que rouba grande parte das cenas. Se a atuação de Jessica Lange é, por si só, merecedora de um Emmy, a de Susan Sarandon extrapola as expectativas, conseguindo ser memorável e certeira mesmo nas poucas vezes em que aparece.

O duelo entre as duas atrizes para ver quem será indicada e quem levará uma estatueta na próxima edição do Primetime Emmy Awards vai ser, na mente das pessoas, uma reprise do icônico Oscars de 1963. Mas diferente de Joan e Bette, Jessica e Susan são grandes amigas.


vics

Com 22 anos, Victor Monteiro, ou apenas vics, está há oito anos desenvolvendo blogs. Hoje, por trás do projeto solo vics | temumblog, ele é um dos idealizadores da ZINT. Dentro da revista, atua supervisionando a área de design gráfico e produzindo conteúdo. Fora, estuda Jornalismo e está prestes a se formar. Suas áreas de interesse são Cinema e Televisão, além de uma grande paixão pelo já citado design e o aesthetic.

blog pessoal: vics | temumblog

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