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“McCartney III”: o fim da trilogia em produção caseira e solo

[tempo de leitura: 2 minutos]

Aproveitando o tempo ocioso na pandemia, Paul McCarteny faz em “McCartney III” mais uma demonstração de seu vistoso trabalho.


DDurante a pandemia, uns fazem pão, outros fazem yoga. Tem gente que faz curso online, enquanto outros fazem uma grande limpa no guarda-roupa. Já  Paul McCartney, fez um disco. Não é para qualquer um.

Apesar de não ter planejado lançar nada em 2020, os meses de confinamento levaram o ex-Beatle a produzir novas músicas e trabalhar em algumas já escritas anteriormente. McCartney III fecha uma trilogia de discos do cantor, ao lado de McCartney I e McCartney II, lançados em 1970 e 1980, respectivamente.

 

“Eu tinha algumas coisas em que trabalhei ao longo dos anos, mas às vezes o tempo acabava e ficava pela metade, então comecei a pensar no que eu tinha. A cada dia, eu começava a gravar com o instrumento no qual escrevi a música e então gradualmente colocava tudo em camadas. Foi muito divertido”.

PAUL MCCARTNEY EM ENTREVISTA AO JORNAL THE GUARDIAN.

 

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Capa do álbum

Durante o lockdown, Paul McCartney fez o trabalho completo: escreveu as letras, compôs as melodias e gravou todas as músicas sozinho. Aos 78 anos, fez a produção completa do seu 18° disco solo, e mostrou que sua carreira musical está longe de terminar.

Composto por 11 faixas, McCartney III é um projeto experimental com canções envolventes e letras profundas, duas coisas que o ex-Beatle faz muito bem. Além de sua voz, o álbum também conta com guitarra, piano, baixo, bateria, o mellotron que outrora foi usado pelos Beatles no estúdio Abbey Road, o contrabaixo que já serviu de apoio ao Elvis Presley e alguns equipamentos de estúdio dos Wings. Ainda que a origem dos equipamentos não influencie no som em si, saber que essas peças importantes fizeram parte da composição deixa tudo mais especial ainda, principalmente para quem é fã e acompanha sua trajetória musical.

Além do álbum, McCartney também disponibilizou em seu canal do Youtube o clipe do single Find My Way, dirigido pelo diretor e cineasta Roman Coppola. O vídeo é uma coletânea de trechos do cantor gravando a música e mostra todos os instrumentos e equipamentos que ele usou. A edição é simples, sendo a agilidade, dinamismo e facilidade do ex-Beatle com os instrumentos que ficam com o cargo de impressionar.

Sendo bem honesta, acredito que, ao menos para mim, é impossível não gostar de alguma produção de Paul McCartney. Ele é, sem sombra de dúvidas, um gênio da música desde o início de sua carreira e continua impressionando com seu trabalho. McCartney III é mais uma prova do seu talento e, com seu tom de liberdade e otimismo, cai muito bem para fechar um ano tão difícil.

deborah almeida

mineira, jornalista e feminista. viciada em filmes adolescentes e de terror, amante de seriados e enaltecedora das divas pop. tanto 8 quanto 80, apaixonada por palavras, colecionadora de cartão postal e louca dos tsurus de origami.

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