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Da China para o mundo

[tempo de leitura: 3 minutos]

Em “Lit”, Lay Zhang traz composições que combinam uma sonoridade e elementos típicos da cultura chinesa em um álbum pessoal e universal.


CCom uma ópera tradicional chinesa de trilha sonora, conhecida como Peking Opera, soldados chineses correm em direção ao guerreiro e o cercam com suas armas. Em seguida, quando a ópera acaba, começa Lit, single do álbum de Lay Zhang, cantor de M-pop e também integrante do grupo EXO. O projeto, que leva o mesmo nome, mescla a cultura do cantor chinês com o ocidente.

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Capa do álbum

Lit é um vídeoclipe de qualidade cinematográfica e representa visual e sonoramente toda a essência que o projeto busca apresentar. Cenários e vestes tradicionais da China Imperialista se unem aos elementos do mundo atual, expondo a nova caracterização proposta pelo projeto: enaltecer a ancestralidade. Lay dividiu o álbum em duas partes, lançadas separadamente, na intenção de exibir o passado de seu país (a primeira parte) e representar estilos mais populares (a segunda). Essas características são notáveis no clipe: em um momento ouvimos Peking Opera tocar e em outro ele dança em estilo krump, gênero de dança popularizado nos Estados Unidos caracterizado por movimentos livres, expressivos e energéticos.

A parte um de Lit foi apresentada como a “reencarnação da vida passada”, como se trouxesse aqueles tempos de volta, para fazer com que a geração atual valorize sua ancestralidade. Por isso, Lay Zhang carrega essa primeira metade com a história do país através de sonoridades tradicionais, como instrumentos de sopro e percussão e também em seus versos, como Jade, inspirada na ópera Adeus, Minha Concubina. Já a parte dois é composta por Hip Hop e R&B, transformando o M-pop em uma nova tendência, remetendo o renascimento do passado, porém inserido na atualidade. Ao escutar cada faixa, é possível sentir a curiosidade sobre o que a junção de estilos e o que essas sonoridades remetem, já que é algo tão diverso do que somos acostumados.

O projeto foi produzido pelo cantor em seu estúdio, o Studio Lay Zhang, que proporcionou toda a liberdade para criar algo tão versátil do início ao fim. As suas doze faixas trazem versos bem pessoais, como Mama, que soa como um desabafo sobre o tradicionalismo das famílias chinesas e Changsha, que remete a sua cidade natal. Também vemos a presença de hits dançantes de verão, como Boom, sons acústicos, como Wish, e o hip hop, como Eagle.

Lit é um projeto que pode cruzar barreiras culturais, fazendo com que a sociedade tenha a chance de se inserir e conhecer mais a cultura chinesa e sua história. É uma oportunidade de se abrir para novos estilos além do que nos cerca e o que é familiar e comum aos nossos ouvidos. O álbum é algo inédito para LAY também, já que o artista nunca abordou a China de forma tão pessoal e histórica como agora.

Vale a pena dar uma chance para Lay Zhang, artista que canta sobre sua cultura em sua própria língua, mesmo que não seja o inglês e ainda que ele não represente um estilo tão comum e popular quanto, por exemplo, o reggaeton. Seu intuito ao mesclar sua cultura com estilos mais conhecidos no ocidente, e que fica muito claro em Lit, é valorizar a música chinesa e seus representantes.

Agnes Nobre

agnes nobre

tem 21 anos e estudante de Jornalismo. apaixonada pela escrita e pela fotografia, sempre busca crescer e se aprimorar nisso. está sempre disposta a explorar e experimentar as áreas que o jornalismo proporciona. tem um catálogo de séries inacabadas e assistidas pela metade, um gosto musical de pré adolescente, e nunca nega uma cerveja!

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