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Margaridas, resiliência e aquilo que faz Katy Perry

[tempo de leitura: 3 minutos]

“Smile” é o resultado da visão positiva que Katy Perry tem de sua própria vida, em um álbum com mensagem direta aos fãs.


ÉÉ impossível falar sobre as cantoras pop dos anos 2010 sem citar Katy Perry. A garota californiana de histórico evangélico roubou o interesse do mundo quando lançou o single I Kissed a Girl, logo se tornando uma queridinha mundial com hits tanto do álbum One Of The Boys quanto do Teenage Dream, acompanhados por uma estética colorida, fofa e açucarada.

A cantora rapidamente construiu uma carreira sólida, se consagrando uma das artistas de maior vendagem da década e constantemente debutando no topo do maior ranking musical do mundo, a Billboard Hot 100. Single atrás de single, ela se tornou altamente reconhecível por músicas como California Gurls, Firework e Roar.

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Katy Perry, no entanto, não foi capaz de fugir da história de carreira de alguns dos maiores nomes da música, encontrando um breve, mas intenso momento baixo de sua vida profissional e pessoal. A morna recepção do PRISM e o fracasso comercial-crítico do Witness, agregado às críticas negativas constantes contra a cantora, não a derrubaram definitivamente – embora tenham causado uma forte depressão, de acordo com ela – e Perry retorna agora com um novo disco, cuja narrativa pende mais para o lado “o arco-íris depois do furacão”.

Sorria!

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Capa do álbum

Smile expande a discografia de Katy Perry contrastando com o pop chiclete famoso do Teenage Dream e o pop meio obscuro do Witness. Batidas mais rápidas carregam o disco, marcado pela sonoridade puxada para o eletropop.

Neste projeto, Perry, hoje noiva do ator Orlando Bloom e grávida de sua primeira criança, surge mais positiva, cantando que tempos obscuros passam e, um dia, as lágrimas secam.

Smile é um disco breve e bastante simples, mas parece encaixar perfeitamente na recente história da cantora. Assim, vemos um compilado de músicas que traduzem sentimentos de aproveitar o momento, encontrar poder em si e ser capaz de enxergar a luz no fim do túnel.

Ainda que não tenha agradado a crítica especializada, que categoriza o disco como “clichê” e “muito auto-ajuda”, o álbum é um tiro certo para aqueles que acompanham a carreira da cantora de perto. Aclamado entre os fãs, temos em mãos um interesse catálogo de singles – foco para Harleys in Hawaii e Daisies – e uma tracklist de músicas e batidas interessantes ao ouvido – como Cry About It Later e Not the End of the World. E ainda sobra espaço para What Makes A Woman, em uma mensagem direcionada onde Perry critica as pré-definições exageradas do que faz uma mulher, mulher.

É interessante perceber que, talvez, Katy Perry não está tão preocupada com o sucesso absoluto deste disco. Smile soa mais como um manifesto pessoal da cantora, querendo mostrar ao mundo (mas especialmente aos fãs, KatyCats) uma fase leve onde ela foi capaz de reacender aquela luz perdida. E a sonoridade positiva e constantemente animada do álbum prova que Perry finalmente está em um lugar bastante confortável e feliz de sua vida.

Vics

vics

tem 24 anos e é formado em Jornalismo pela PUC Minas, com um MBA em Comunicação e Marketing. gerencia a revista e, ainda, escreve matérias sempre que tem uma boa pauta.

ao todo, já assistiu um total de 18 meses em Séries, cinco meses em Filmes e em uma década foram cerca de 25 meses em reprodução de Música.

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