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La Reina já chegou

[tempo de leitura: 3 minutos]

“AGUILERA” é um retorno triunfal de Christina Aguilera para a música latina, após 22 anos de seu último álbum


NNinguém faz como Christina Aguilera. Dona de umas das vozes mais reconhecíveis e celebradas da indústria, assim como de hits que ajudaram a trilhar a música pop contemporânea, Aguilera é uma dessas artistas que dificilmente desaponta e sua discografia está aí para provar. Então imagine a expectativa em cima do seu retorno à música latina após 22 anos do seu último lançamento, Mi Reflejo.

Após muitos anos de promessas, o novo lançamento de Christina Aguilera chega como um ambicioso projeto de três partes a serem unificadas em um disco. A primeira e a segunda parte, La Fuerza e La Tormenta, formam o AGUILERA, álbum que é lançado “às pressas” para entrar a tempo da corrida do Grammy Latino.

 

A Força

Não há como começar este texto sem ir direto ao ponto com o óbvio. O que marca o AGUILERA é que Christina não segue o fluxo e traça o seu próprio caminho, apostando em sonoridades tipicamente latinas invés do habitual latin pop já esgotado pelas paradas musicais e pistas de danças internacionais.

Gêneros como o guaracha (Cuba), tango (Argentina), ranchera (México) e cumbia (Colombia) se unem ao trap, o reggaetón e latin/span pop, dando a oportunidade para Christina Aguilera flertar com diferentes ritmos e mostrar sua versatilidade e artisticidade como cantora. E acompanhados de seus poderosos e reconhecíveis vocais, ela transforma cada aspecto da música latina com a sua própria personalidade pop, homenageando suas raízes de forma sublime e estável.

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Neste lançamento, os destaques são muitos — sério, é realmente difícil escolher entre tantas composições boas — mas Ya Llegué, Somos Nada, La Reina, Brujería e Suéltame são as que batem logo de primeira e estendem a estadia na cabeça por um bom espaço de tempo. AGUILERA ainda é acompanhado por belíssimos visuais, que enriquecem a experiência do disco com videoclipes ricos em referências e homenagens à cultura latina. E destes, o vídeo para La Reina é simplesmente de encher os olhos.

 

A Tormenta

Neste compilado de 12 faixas, AGUILERA ainda conta com a ajuda de Becky G, Nicki Nicole, Nathy Peluso, Ozuna, TINI e Christian Nodal para acompanhar seus vocais em algumas das faixas, explorando uma interessante diversidade de vozes e talentos que auxiliam nessa jornada de reconstrução e reencontro que a cantora propõe no álbum.

Diferente de sua trajetória recente, possivelmente impulsionada pelas duas décadas distante, Christina mostra-se bastante empenhada na promoção do disco. Enquanto o La Fuerza gerou três singles, La Tormenta acompanha um ainda sem videoclipe — além de inúmeras performances, como a que marcou o seu retorno aos Grammy Latinos, em 2021, após 21 anos.

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A parte difícil agora é esperar pela terceira e última parte deste projeto, La Luz, a ser lançado ainda este ano, e ficar na expectativa para se o lançamento “surpresa” irá dar os frutos desejados e garantirá à Christina Aguilera nomeações ao Grammy Latino 2022. Mas depois de ouvir todo o compilado, é impossível imaginar uma realidade onde AGUILERA não dará à cantora mais alguns prêmios.

É de 1995, virginiano, gay que atende por qualquer pronome e formado em Jornalismo com pós em Comunicação e Marketing. Criou a ZINT em 2017 — desde então, colabora com matérias sempre que tem uma boa pauta e cuida do visual do Colaborativo.

Em 2021, assistiu 69 Filmes e 133 Séries. Leu 1 Livro e desde que começou a quarentena já catalogou 620 álbuns reproduzidos (e contando!) enquanto dubla pelo seu legado. ✨

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