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5-4-0: O Fim Do Maior Grupo Desta Geração

5-4-0: O fim do maior grupo desta geração

Em julho de 2012, cinco meninas começaram uma das histórias mais vitoriosas para os grupos musicais femininos. Não é necessário escrever muita coisa: o nome Fifth Harmony é quase automático na cabeça daqueles que acompanham o mundo pop atual.

Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Lauren Jauregui e Normani Kordei. As garotas que começaram a carreira no The X Factor USA com, respectivamente, apenas 19, 15, 15, 16 e 16 anos, não imaginavam o sucesso que alcançariam. Elas não a competição norte-americana, mas conquistaram a confiança de Simon Cowell e LA Reid, dois dos jurados e também um dos maiores nomes do mundo da música, abrindo porta para a carreira delas decolarem. E então veio o aguardado contrato com a gravadora Syco, os primeiros clipes (as nostálgicas Me and My Girls e Miss Movin On) e as primeiras mini tours.

Da esquerda para a direita: Camila, Dinah, Lauren, Normani e Ally, em sessão fotográfica para o álbum “7/27”

A trajetória muitos conhecem: cinco meninas, de famílias e bagagens completamente diferentes, que terminaram em terceiro lugar no TXF. Mas, para quem acompanhou de perto o crescimento do Fifth Harmony, a carreira acumula, assim como os números.

Em 2014, as cinco meninas foram o primeiro girlgroup a vencer um Video Music Awards (VMA) desde 2008, quando as The Pussycat Dolls ganharam na categoria de Melhor Dança em Clipe. Fifth Harmony venceu o prêmio de Artista Para Ficar de Olho. E estavam certos. Daí para frente, o grupo triunfou no Bravo Otto, Billboard Music Awards, VMA Japão e American Music Awards, além de mais de um bilhão de visualizações no clipe de Work From Home, que contou com a participação do rapper Ty Dolla $ign. De longe, a música com refrão chiclete foi o maior hit da carreira das meninas.

Um dos pontos mais fortes e interessante do grupo é a sua formação com minorias. Camila é uma imigrante cubana, Ally tem raízes latinas com um histórico mexicano, Dinah é de linhagem de TongaLauren é descendente de família cubana e abertamente bissexual, e Normani é negra, lutando fortemente contra o racismo na indústria musical e dedicando-se à discursos de empoderamento para jovens negras.

Em sua história, um dos pontos mais polêmicos foi a saída de Camila, em 2016, para seguir carreira solo. O clima não foi dos melhores, deixando a sensação de uma saída conturbada e com pouca explicação aos fãs, criando teorias de conspiração para preencher as lacunas. Mas o grupo decidiu continuar e, no ano passado, as quatro integrantes lançaram o álbum autointitulado, que teve as sensuais He Like That e Down como principais singles.

Após a saída de Cabello, as meninas do Fifth Harmony disseram que o nome do grupo não mudaria, uma vez que a “quinta harmonia” são os fãs

Mais uma tour mundial seguiu o disco, esta com passagem pelo Brasil em 2017. Mas com a turnê chegando ao fim e das campanhas de divulgação do álbum, o grupo foi assombrado por rumores de seu fim, com cada uma delas seguindo carreiras solos, assim como Cabello. Rumores estes confirmados em 19 de março, quando o Fifth Harmony anunciou que o grupo terminaria suas atividades após seis anos. Apesar do ponto final, o grupo só finalizou a turnê no dia 11 de maio, em Miami, onde tudo começou, deixando, dias depois, o clipe de Don’t Say You Love Me como um último adeus aos fãs.

Com poucos exemplos de sucesso no mercado internacional, Fifth Harmony entra no seleto grupo de bandas femininas que alcançaram o holofote da indústria musical, junto a Destiny’s Child, The Pussycat Dolls e Spice Girls. As cinco meninas, e depois quatro, representaram as mulheres no mundo da música, representaram as minorias, representaram a nova geração de garotas e garotos que lutam para serem quem são, sem julgamentos ou preconceito.

O que fica é gratidão e ansiedade para ver o que o futuro aguarda para cada uma delas, mas dessa vez individualmente. Lauren, Normani, Camila, Ally e Dinah, obrigada por acreditarem no ‘Anything Can Happen’ e superarem a barreira do ‘Impossible’.


mariana spinelli

Música, Séries e futebol. futura Jornalista, apaixonada pelas palavras e audiovisual. mistura sonho, realidade e muito trabalho.

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