skip to Main Content
Seis Filmes Para Celebrar O Mês Do Orgulho LGBTQ+

Seis filmes para celebrar o mês do orgulho LGBTQ+

Hoje em dia, não é incomum ver pessoas de diversas orientações sexuais de gênero retratadas no cinema e na televisão ainda que de forma ineficiente, mas nem sempre foi assim. Decretado de 1930 a 1968, o Motion Picture Code, comumente conhecido como o Código Hays, estabeleceu um conjunto de diretrizes morais que foram aplicadas aos filmes dos Estados Unidos. Este código incluía uma longa lista de assuntos que não podiam aparecer em tela, tais como narcotráfico, nudez e ridicularização do clero. Outro assunto que foi banido do cinema foi a homossexualidade, visto que os gays eram rotulados como “desviantes sexuais”.

Embora o Código Hays tornasse quase impossível para os cineastas mostrarem homossexuais em seus filmes, eles foram capazes de agregá-los em seus roteiros tornando os personagens excessivamente afeminados ou em vilões. Tais retratos continuaram por muitas décadas e não foi até a Rebelião de Stonewall, em 1969, que Hollywood começou a mudar sua abordagem.

O mês de junho desse ano marca o 43º aniversário do icônico levante em Nova York que desempenhou um papel considerável nos anos pioneiros do movimento pelos direitos de gays, lésbicas e afins. Com o orgulho sendo comemorado no mundo todo, aqui está uma lista de filmes para assistir e celebrar a conquista cinematográfica quando falamos de representação LGBTQ+.


Direito de Amar (2009; direção de Tom Ford)

A data é 30 de novembro de 1962. O professor de inglês George Falconer (Colin Firth‎) está achando difícil lidar com a vida desde que Jim (Matthew Goode), seu parceiro de dezesseis anos, morreu em um acidente de carro oito meses antes. George planeja cometer suicídio naquela noite e, enquanto se prepara rotineiramente para o ato, relembra sua vida com o amado e visita os amigos que pretende deixar. Durante o dia, acaba encontrando várias pessoas que o notam mais triste do que o habitual e que afetam sua certeza do suicídio. Essas pessoas incluem Carlos (Jon Kortajarena), um ator espanhol e gigolô que recentemente chegou a Los Angeles; Charley (Julianne Moore), sua melhor amiga e que o deseja romanticamente apesar de sua orientação sexual; e Kenny (Nicholas Hoult), um de seus alunos que parece estar interessado no professoro também fora da sala de aula.


The Rocky Horror Picture Show (1975; direção de Jim Sharman)

Em uma noite chuvosa no final de novembro, os jovens Brad Majors (Barry Bostwick) e Janet Weiss (Susan Sarandon) se veem perdidos no caminho para visitar um ex-professor. Em vez disso, o casal encontra o assustador esconderijo de esquisitices inesgotáveis do Dr. Frank-N-Furter (Tim Curry), bem a tempo de participar da revelação de sua maior obra: Rocky Horror (Peter Hinwood), o símbolo masculino e sexual perfeito de cabelos loiros e pele bronzeada. Porém, à medida que a efervescente força transgressora engole todos os desavisados visitantes da noite, Brad e Janet começam a abraçar as potentes fascinações da sedução, enquanto um confuso e voluptuoso Rocky vagueia livre na mansão. No final das contas, quem pode interromper a união do homem com o prazer absoluto?


Garotos (2014; direção de Mischa Kamp)

O filme holandês conta a história de Sieger (Gijs Blom), um garoto de 15 anos, alegre e quieto que descobre o amor durante as férias de verão. Sieger está treinando na nova equipe de atletismo para os campeonatos nacionais de revezamento e conhece o intrigante e imprevisível Marc (Ko Zandvliet). A amizade que se desenvolve parece comum, mas o rapaz abriga secretamente sentimentos mais fortes pelo amigo. Sieger se envolve em uma luta solitária consigo mesmo quando fica claro que Marc também está apaixonado por ele. Enquanto isso, o garoto precisa lidar com um pai silencioso, um irmão rebelde e o luto pela morte da mãe. Ainda que tente trazer paz para dentro de casa, a mente de Sieger está em outro lugar, já que fica cada vez mais difícil negar seus sentimentos por Marc.


A Garota Dinamarquesa (2015; direção de Tom Hooper)

Situado no início dos anos 20 em Copenhague, o renomado pintor Einar Wegener (Eddie Redmayne) compartilha um relacionamento amoroso e prospero com sua esposa retratista, Gerda (Alicia Vikander). No entanto, a base de seu relacionamento fica comprometida quando a mulher pede alegremente ao marido para tomar o lugar de uma de suas modelos femininas e posar para sua pintura de meia calça e vestido. Esta experiência desencadeia uma transformação sutil dentro de Einar, que começará a perceber que, na realidade, ele é Lili, uma mulher presa no corpo de um homem. Como cada vez mais se torna evidente que este não é um capricho efêmero, Einar se determina a viver sua nova vida ao máximo, enfrentando o preconceito e a luta pelo direito de ser diferente, em busca de uma cirurgia de redesignação sexual altamente experimental que eventualmente faria de Lili uma pioneira transgênero notável.


The Normal Heart (2014; direção de Ryan Murphy)

No verão de 1981, Ned Weeks (Mark Ruffalo) visita a Dra. Emma Brookner (Julia Roberts), que está tratando virtualmente todos os gays de Nova York que sofrem de doenças raras relacionadas ao sistema imunológico. Brookner ouviu falar de Ned – e de sua “boca grande” na sua procura por um homem gay que liderasse essa nova crise. Ela pede que ele expresse sua raiva em relação àqueles no poder que são apáticos e Ned começa a agir, explorando o fracasso do The New York Times em cobrir adequadamente a epidemia. Ao fazê-lo, encontra o repórter Felix Turner (Matt Bomer), a quem se sente imediatamente atraído. Outro relacionamento chave na trama é o de Ned com seu irmão Ben (Alfred Molina), um advogado. Embora ele esteja impaciente com a relutância de seu irmão em ajudar a organização que Ned formou em resposta à epidemia, está claro que o que Ned mais deseja de Ben é a aceitação incondicional.


Weekend (2011; direção de Andrew Haigh)

Em uma noite de sexta-feira, Russell (Tom Cullen) deixa a casa de seus amigos heterossexuais e vai para um clube gay em busca de alguém. Antes que desse a festa por encerrada, ele conhece Glen (Chris New) e o que era para ser uma história de apenas uma noite, acaba por se tornar algo especial. Durante aquele fim de semana, quartos e bares, álcool e sexo, o casal se conhece e se reconhece, tendo um momento que os acompanhará para a vida toda. O filme conta de forma honesta uma história de amor entre dois homens, sem pesares nem culpa. Enquanto debate sobre a batalha por uma vivência legítima em todas as suas formas, traz a mensagem que nem todo amor é para a vida toda e está tudo bem.


vitória c. rocho

estudante de Jornalismo na Universidade de Santa Cruz do Sul. aos 21 anos trabalha em uma biblioteca e dedica seu tempo livre a coluna sobre Filmes e Séries em um jornal local, além de escolher o próximo destino de viagem.

Comente com a gente!

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Back To Top