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Ensaio Ruth Berbert #1: Rompendo A Sombra Da Própria Loucura

Ensaio Ruth Berbert #1: Rompendo a Sombra da Própria Loucura

fotógrafo;
ruth berbert, 20 anos
belo horizonte, minas gerais

inspirações;
Annie Leibovitz, Elliott Erwitt,Emmanuel Lubezki, Ansel Adams
sou apaixonada por fotos p&b e gosto de adaptar o olhar para capturar o melhor do que pode ser visto nessas cores. busco inspiração em ensaios paisagísticos, assim como em projetos artísticos surreais

trabalho dos sonhos;
gostaria muito de atuar na direção fotográfica de grandes filmes


Rompendo a Sombra da Própria Loucura

Desde cedo ensinam que loucos são pessoas atormentadas. Pessoas que perderam o controle de suas vidas. Fazem o que querem e isso é inapropriado. Para pessoas comuns, impossível.

Difícil é aceitar que todos são. Atormentados por desejos. Por medos. Por carências de ser quem são. O impossível é a associação criada a partir de tudo que afasta a zona de conforto.

Quando projetos difíceis são conquistados, há mais valor, mas quem aplaude são as mesmas pessoas que tanto desmotivaram quando este era mera ideia. Sonho. Devaneio. Loucura.

Valoriza-se o pé no chão, a estabilidade. O desejo de voar é perigoso. Mas, nesse pensamento, não há viver. Fica-se restrito a existir. Apenas sobreviver? Não pode ser opção. Imagina coisas? És louco. Traça planos monumentais? És louco. Se és isso. Que seja!

As imposições que lhe acometem logo cedo são cruéis. Sonhos alheios são vividos pelos protagonistas errados. Liberdades são tolhidas. Convencem-lhe de que estás errado sobre suas escolhas. Condenam. Mostram novos caminhos. Mas, você não sente verdade. Não quer. Está longe de quem almeja ser.

Um desafio. A mágica faz os olhos brilharem, mas as vozes dizendo ‘não’. Às vezes, são mais fortes. A luta é contra isso.

Por que foge? O que te impede de persistir? Impede de lutar. O que amedronta? Dilacera a alma. O que? A sombra.

Dúvida. Desconfiança. Descrença. Não conseguem, então, não consigo? Não!

Sua vida. Seu destino. Acredite.

Sem você não há vida sua. Sem os outros?  Talvez. Mas, se há você. Há esperança.

Não permita que lhe escrevam o caminho. É seu. Será escrito.

Se crie. Transforme. Enlouqueça. Você. Só pode ser sonho. E se for?

‘Mas’ e ‘Se’ atormentam. Projetos são descumpridos. Mais dúvidas. Não adianta.

Sonhos não podem ser esquecidos.

Seja relógio. Seja seu próprio prazo.

A tentativa custa menos do que a paralisia covarde.

 

Esse ensaio é um tributo a Alexandre Magno, o eterno Chorão. Foi ele quem compôs a música Pontes Indestrutíveis, de onde retirei meu título. Ouvia ela quando tive meu rompante criativo. Meu momento de loucura. Minha escuridão se foi. Esse ano, no dia 6 de março, completaram-se 5 anos da sua morte inesperada. Chorão valorizava os sonhos, os loucos e os destemidos. Agradeço por ser uma e dedico essa obra a quem me trouxe essa inspiração. Obrigada, querido Marginal Alado.


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ruth berbert

estudante de Jornalismo, aspirante a atriz, mas minha vocação mesmo é ser amiga. o universo ideal certamente é o Cinema, onde se equilibra na tênue corda que a conecta aos seus sonhos.

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