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“Querido Evan Hansen”: um filme que divide opiniões

[tempo de leitura: 3 minutos]

Adaptado da peça da Broadway de mesmo nome, “Querido Evan Hansen” não consegue manter o legado e entrega um filme cambaleante.


Nota da Colab: Esse filme pode apresentar alguns gatilhos para determinados públicos. Então, se você não está se sentindo bem não deixe de procurar ajuda profissional. Centro de Valorização a Vida (CVV): ligue 188.

 

UUm dos musicais de maior sucesso da Broadway, Dear Evan Hansen, desenvolvido pela dupla Benj Pasek e Justin Paul, ganhou uma adaptação cinematográfica em setembro deste ano. Dividindo a opinião pública, o longa é dirigido por Stephen Chbosky e traz a história de Evan Hansen (Ben Platt), um garoto extremamente tímido e que tem dificuldade de se aproximar das pessoas e de fazer amizade. Dessa forma, seu terapeuta recomenda que ele escreva cartas para si mesmo contando um pouco sobre seu dia a dia e sobre seus sentimentos.

O enredo começa a rodar quando Connor Murphy (Colton Ryan) encontra, por engano, uma das cartas de Evan. Além de Hansen escrever sobre algumas questões pessoais de sua vida, ele acaba mencionando Zoe Murphy (Kaitlyn Dever), a irmã mais nova de Connor e a crush de Evan — o que acaba gerando uma confusão entre os dois. Um tempo depois, o jovem protagonista é surpreendido com um aviso da diretoria, descobrindo que os pais dos irmãos Murphy (interpretados por Amy Adams e Danny Pino) estão no colégio para falar com ele sobre um assunto bastante delicado: Connor se suicidou.

O problema começa quando eles contam terem encontrado a carta de Evan nas coisas do filho, presumindo que ambos eram grandes amigos. A partir desse momento temos o desenrolar da trama de Querido Evan Hansen, com Hansen embarcando nessa mentira com a ajuda de Jared (Nik Dodani), que cria e-mails falsos de conversas com Connor. E com o auxílio de outras histórias que o jovem introvertido inventa a respeito dos dois, os alunos da escola começam a demonstrar interesse em se aproximar de Evan — incluindo a ativista Alana (Amandla Stenberg) e Zoe.

 

OS PROBLEMAS

Se por um lado o musical da Broadway se tornou um enorme sucesso, além de ter ganhando diversos prêmios, o filme de Querido Evan Hansen vem caminhando no caminho oposto e atraindo críticas negativas.

Algo muito comentado é a respeito da escalação de Ben Platt para o papel principal de Evan Hansen. Enquanto alguns fãs acharam a escolha significante, visto que o ator teve a oportunidade de reprisar o papel original dele na Broadway, outros criticaram a escolha pelo fato do ator estar velho demais para interpretar um adolescente e sua aparência se destaca negativamente entre o núcleo jovem do filme.

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Apesar das críticas em relação à aparência de Platt, o ator entrega um ótimo trabalho. Devido à escolha do diretor em trabalhar mais nos personagens e em seus íntimos, Ben Platt explora todas as nuances de Evan Hansen, um personagem que ele conhece extremamente bem e que tem uma grande familiaridade.

Porém, uma das maiores falhas de Querido Evan Hansen está na parte da direção, que não tem desenvoltura de como fazer a adaptação para as telas do cinema. Algumas canções originais são cortadas no longa, novas são incluídas e alguns momentos perdem o impacto se comparado com a obra original. Apenas You Will Be Found se salva, conseguindo manter a mesma emoção da peça graças à música ter uma letra bastante poderosa e emocional, transmitindo para o público um pouco de esperança nos momentos de dificuldade.

“Even when the dark comes crashing through / When you need a friend to carry you / And when you’re broken on the ground / You will be found / So let the sun come streaming in / ‘Cause you’ll reach up and you’ll rise again / Lift your head and look around / You will be found”.

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A adaptação de Querido Evan Hansen não chega aos pés do musical da Broadway, seja no impacto que a história carrega ou na emoção que ela transmite para o público, mas também está longe de ser o pior filme de todos os tempos. O longa apresenta bons números musicais e até é capaz de transmitir uma mensagem importante para o público, mas em longo prazo não vai se tornar tão memorável quanto a obra original.

bruna curi

tem 20 anos, é estudante de Jornalismo, mineira, capricorniana e blogueira nas horas vagas. apaixonada por Livros, Filmes e Séries. gosta de escrever, é uma de suas maiores paixões.

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