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O lado cru de Alecia

[tempo de leitura: 3 minutos]

Com o “P!nk: Tudo Que Aprendi Até Agora”, P!nk discorre sobre a ligação de sua vida pessoal e artística em um documentário musical não tão híbrido.


VVinte anos de carreira já consagraram P!nk como uma das maiores artistas da música pop dos últimos anos. Com a sua imagem rebelde, a cantora acumula fãs ao redor do globo graças aos seus hits mundiais embalados pela pegada pop-rock e a identidade circense que acompanha suas apresentações.

P!nk é uma artista. Mas o que a torna memorável diante dos olhos não é apenas todas as suas acrobacias aéreas, mas a sua famosa personalidade de rockstar. Alecia Moore, como é batizada, consegue ser uma celebridade muito centrada e quieta ao mesmo tempo em que é chamativa e tem um posicionamento muito firme diante ao mundo. Duas coisas que o documentário P!nk: Tudo Que Aprendi Até Agora busca dissecar.

Distribuído pela Amazon Prime Video, P!nk: Tudo Que Aprendi Até Agora acompanha os bastidores da Beautiful Trauma World Tour, a segunda turnê mais rentável da história feita por uma cantora. P!nk é tudo isso.

O que torna a produção interessante é ter a visão por trás da artista. Tudo Que Aprendi Até Agora é quase como um diário sobre a vida pessoal, que mostra ao público como ela divide, em um ambiente de turnê, suas tarefas como cantora, chefe, mãe e esposa.

O documentário torna-se instigante porque P!nk é instigante. Tudo o que ela representa, tudo o que ela busca trazer para o mercado e tudo o que ela significa para os seus fãs são histórias estimulantes o suficiente para carregarem um documentário. E essa narrativa faz muito sentido considerado o título, que é basicamente um anúncio do que o espectador verá nas quase duas horas de duração: tudo aquilo que P!nk aprendeu até agora, em suas duas décadas no mercado e seus quarenta anos.

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O lado desapontador do Tudo Que Aprendi Até Agora é a tentativa que ele tenta exercer de também ser um registro musical da turnê. E aqui é possível que isso seja um problema mais pessoal, uma vez que eu fui assistir esperando aproveitar a turnê.

A película é uma entrevista um-a-um com P!nk, com algumas breves aparições, de um ou dois minutos, de suas apresentações no palco. Pouco se vê de Alecia no seu ambiente mais habitual, o que é um pouco desanimador — principalmente pelo fato de não haver um registro da turnê. Une-se a isso uma narrativa que acaba perdendo o sentido por conta dessa lacuna: o documentário, a todo momento, faz uma contagem regressiva para “o grande show” no Estádio de Wembley, em Londres. Porém, o que faz dele tão grandioso ou tão importante assim, é difícil entender pela produção.

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No final, P!nk: Tudo Que Aprendi Até Agora é uma carta que P!nk escreve para os seus fãs e para sua família — mas, mais especialmente, sua filha Willow Sage Hart, que ela rotula como a sua alma gêmea. E tudo que ela sabe até agora, a grande moral da história, é uma mensagem que ainda é muito importante para todos: seja você mesmo.

vics

É de 1995, virginiano, gay que atende por qualquer pronome e formado em Jornalismo com pós em Comunicação e Marketing. Criou a ZINT em 2017 — desde então, colabora com matérias sempre que tem uma boa pauta e cuida do visual do Colaborativo.

No primeiro semestre de 2021, assistiu 41 Filmes e 63 Séries. Não leu nenhum Livro, mas desde que começou a quarentena já catalogou 500 álbuns reproduzidos (e contando!) enquanto dubla pelo seu legado. ✨

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