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Estrelado por Vanessa Hudgens, “A Princesa e a Plebeia” aposta em todos os clichês para criar o filme de Natal que todos adoramos amar.


Aos amantes de filmes natalinos, a Netflix lançou um longa para aquecer os corações neste final de ano e renovar as esperanças. Para completar o combo clichê, A Princesa e a Plebeia ainda conta com personagens sósias e coincidências para lá de improváveis, do jeito que os românticos incuráveis amam.

Esse interessante trabalho de atuação fica a cargo de Vanessa Hudgens, a eterna Gabriella Montez de High School Musical, vivendo aqui as duas protagonistas: Stacy De Novo e Lady Margaret Delacourt, que têm realidades completamente diferentes. Enquanto Stacy é uma talentosa confeiteira de Chicago, Margaret é a Duquesa de Montenaro, prestes a se casar com um príncipe que mal conhece. As duas se encontram quando Stacy, seu melhor amigo e sócio Kevin Richards (Nick Sagar), e a filha de Kevin, Olivia (Alexa Adeosun), vão à Belgravia, uma semana antes do Natal, para participar de um concurso de culinária. Arrisco dizer que Belgravia foi o cenário perfeito para a história e deixou o romance ainda mais mágico, com direito a muita neve e decorações natalinas por toda a cidade, bem no estilo de O Quebra-Nozes.

Após se encontrarem e reconhecerem a semelhança, a Duquesa propõe que troquem de lugar por dois dias, para que ela possa viver um pouco longe de tudo o que envolve a realeza antes que se case com Edward (Sam Palladio), príncipe de Belgravia. Apesar de ficar um pouco insegura, Stacy aceita e a história começa a desenrolar. A partir dai, a Duquesa tem um gostinho do que é viver como uma pessoa comum, sem todas as obrigações que a coroa trás e podendo desfrutar do lado positivo do anonimato. Por outro lado, Stacy começa a trazer um pouco mais do mundo real para dentro do palácio, contestando diversos hábitos da nobreza e inspirando a todos ali à pensarem um pouco mais no próximo.

Um dos principais problemas da trama do longa, dirigido por Mike Rohl, é o exagero de elementos e conceitos apresentados de uma so vez, criando uma rapidez incomoda no desenvolvimento. Juntar o concurso de confeitaria com a troca das meninas e suas respectivas adaptações às novas vidas deixou tudo um tanto quanto bagunçado, fazendo com que todos os fatos fossem passando muito depressa. O próprio concurso, que motivou a viagem e que causa o encontro, é deixado de lado e não se fez tão importante no desenrolar da trama.

Claro que, como um bom filme natalino, A Princesa e a Plebeia tem um final extremamente provável e fácil de desvendar nos primeiros minutos. Não que isso seja um defeito, visto que a proposta é ser um conto de fadas natalino, sem quebrar corações ou expectativas. Não é uma narrativa para esperar reviravoltas enigmáticas, nem um roteiro impecável e desafiador. É apenas uma história gostosa de assistir no final da tarde, capaz de arrancar boas risadas e que enche o coração de sonhos. Quer algo que combine mais com o clima de Natal?


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