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Pesadelo na Rua Z / “A Entidade” (2012)

[tempo de leitura: 2 minutos]

Estadunidenses geralmente pensam que não há nada de errado em mudar para uma casa onde aconteceu algo bizarro antes. Vários assassinatos? Presenças malignas? Sem problemas! Não acredito em nada disso mesmo. Mais esquisito ainda é mudar para esta casa com a finalidade de escrever sobre o caso que aconteceu lá. Vamos combinar que isso é uma péssima ideia. Em A Entidade, nosso protagonista é Ellison Oswalt (Ethan Hawke), um escritor de um único sucesso que está desesperado para conseguir mais 15 minutos de fama. Sua carreira consiste em escrever livros sobre grandes crimes não solucionados, e passe meses investigando e vendo quais peças a polícia ignorou. Desta vez, ele vai pesquisar sobre uma família que foi enforcada na árvore do quintal de casa, tendo como sobrevivente a filha caçula, que está desaparecida.

Ellison muda com sua família para esta mesma casa e logo encontra uma caixa com filmes caseiros no sótão. Todas filmagens são de assassinatos brutais de famílias, tendo gravado, inclusive, a do caso que ele está pesquisando. Apesar de ser bem descrente sobre o mundo sobrenatural, Ellison passa a sentir que há algo de errado com sua casa. Trevor (Michael Hall D’Addario), seu filho, começa a ter terrores noturnos diários. Ashley (Clare Foley), também sua filha, faz uma pintura de uma das sobreviventes desaparecidas. Para completar, o próprio Ellison começa a ouvir muitos barulhos e sentir que há pessoas em sua casa. Bem esperado para uma situação em que ele mesmo se colocou.

A história de A Entidade é muito bem construída e a justificativa por trás dos crimes é bem convincente. Com grandes momentos de tensão, o longa dirigido por Scott Derrickson consegue prender bem a atenção e apresenta cenas bem impactantes. A ideia de criar uma história envolvendo crianças deixa o filme ainda mais perturbador, pois traz aqueles rostinhos angelicais fazendo coisas bem mórbidas.

Boa parte do filme fica centrado apenas em Ellison, que representa muito bem as fases dos protagonistas do gênero, de primeiro não acreditar em nada, depois começar a desconfiar que há algo suspeito acontecendo e terminar bem assustado. Sua obsessão com as histórias dos assassinatos faz com que o espectador fique ainda mais preso na trama, pois Ellison assiste aos filmes caseiros várias vezes e pesquisa bem a fundo sobre cada caso, ligando os pontos aos poucos e trazendo grandes tensões.

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A Entidade é aquele filme sem um final feliz e conclusão fácil, o que o torna ainda melhor. Apesar de ter muitos bons momentos, as cenas finais que são a cereja do bolo. Quando termina, você continua olhando para a tela e se perguntando se aquilo tudo realmente aconteceu. Sim, aconteceu e foi impactante pra caramba.

Deborah Almeida

deborah almeida

mineira, jornalista e feminista. viciada em filmes adolescentes e de terror, amante de seriados e enaltecedora das divas pop. tanto 8 quanto 80, apaixonada por palavras, colecionadora de cartão postal e louca dos tsurus de origami.

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