Divagando | “7 Rings” e a relevância de Ariana Grande

Divagando | “7 Rings” E A Relevância De Ariana Grande
[tempo de leitura: 4 minutos]

Ariana Grande prova, com sua nova fase “thank u, next”, que não tem medo de evoluir, lançando faixas de estrondoso sucesso em todos os cantos do mundo.


O cenário da música pop está em constante mudança, sendo formado pelo misto de artistas veteranos, novas relevelações e cantores que ainda usufruem do auge de suas carreiras. Neste meio está Ariana Grande, na terceira categoria, ganhando cada vez mais espaço e se tornando mais e mais relevante na indústria.

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A cantora norte-americana surgiu como atriz de séries teen do canal Nickelodeon, com Victorious e Sam & Cat. Aproveitando seu sucesso, se lançou no mundo da música em 2013, com o Yours Truly, um disco todo influenciado no R&B e cheio de incansáveis amostras de sua capacidade de reproduzir o whistle, marcas registradas de Mariah Carey – motivo que levou o mundo todo a comparar as duas cantoras, levando Grande a ser constantemente chamada de “Nova Mariah Carey”.

 

Sweetener

Aos poucos, a jovem garota passou a depender (bem) menos do whistle, adquirindo uma personalidade musical própria e apostando mais em seu alcance vocal. Com álbuns misturando pop e R&B, a grande mudança sonora de Ariana foi cravada pelo Sweetener, álbum de 2018.

Ainda que o disco faça uso dos dois gêneros, a cantora passa a fazer uso de instrumentais mais experimentais, minimalistas e cheios de trap, trazendo uma nova sonoridade à sua carreira. O projeto também é marcado pelo liricismo mais carregada de um lado político, onde Ariana usa sua plataforma para o feminismo e empoderamento (como em God is a woman, onde ela eleva a figura feminina ao status de divindade), ao mesmo tempo em que relata um pouco de sua história e problemas pessoais (em breathin’, ela canta sobre ansiedade).

 

thank u, next

Embora tenha alcançando um excelente retorno da crítica especializada e indo ao topo das paradas de quase 20 países, o Sweetener foi rapidamente colocado de lado.

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A nova era de Ariana Grande é iniciada pela aspiral da morte de Mac Miller e seguida pelo fim de seu noivado com Pete Davidson. A artista, com sua personalidade um tanto debochada, sincera e cheia de si (tudo, de forma positiva), facilmente perceptível por suas interações no Twitter, usa disso para lançar, em novembro de 2018, thank u, next, faixa-título e carro chefe de seu vindouro álbum.

Em um clipe fazendo homenagem à grandes clássicos do cinema teen, como Meninas Malvadas (2004) e Legalmente Loira (2001), Grande canta sobre superação. Agradecendo seus namorados (o rapper Big Sean, o dançarino e fotógrafo Ricky Alvarez, o rapper Mac Miller e o comediante Pete Davidson), ela fala ter aprendido algo valioso com cada um deles, e que mal espera pelo próximo nome da lista (“Obrigado, próximo”).

Provando o seu peso e relevância na atual indústria pop, a faixa foi um sucesso instantâneo. Além de alcançar o topo das paradas musicais de 17 países (incluindo a Billboard Hot 100), o single também foi, por um breve período de tempo, a faixa mais executada no Spotify em um único dia, com 9.6 milhões de streamings. Nos EUA e no Reino Unidothank u, next já possui o certificado de Platina, com mais de 1 milhão de cópias comercializada e 600 mil, respectivamente.

 

7 rings

Continuando a degustação do álbum thank u, nextAriana deu ao público Imagine, uma balada R&B com um instrumental muito inspirado no trap music. Mas o grande destaque fica mesmo com 7 rings, liberada hoje pela cantora.

O single é iniciado por um instrumental minimalista que logo é substituído pelo trap e hip-hop, trazendo um genial sample de My Favorite Things, música do filme A Noviça Rebelde (1965) e interpretada por Julie Andrews. Assim como na faixa de AndrewsGrande lista tudo aquilo que ama, mas adiciona seu próprio twist: ela exalta sua fortuna, afirmando que não há limite para seus gastos – o que ela quer, ela consegue.

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Colocado como um “hino para amizade” cujo primeiro verso narra as aventuras que inspiraram a música (uma manhã de compras na Tiffany, luxuosa loja de joias), Ariana coloca o single como uma sucessão lírica natural para thank u, next. Se no primeiro ela ainda se sentia meio perdida com os fins de seus relacionamentos, agora ela já se encontrou e seguiu com sua vida – graças as suas amigas, que ganharam caríssimos aneis de amizades (daí o título da faixa, “7 anéis”).

7 rings é uma incrível adição ao catálogo musical de Ariana, provando que artista não está se limitando e aposta alto em sua evolução, seja ela vocal, lírica ou sonora. Não só isso, mas o mercado mostra que está do lado da empreitada de Grande, que dá à cantora seus diversos #1, recordes e certificados.

Em menos de 24h de seu lançamento, 7 rings já está no topo do iTunes de 59 países, incluindo o Brasil. No Youtube, as visualizações do clipe já ultrapassam 10 milhões, subindo rapidamente. Os números colocam a artista como uma verdadeira mina de ouro e um dos nomes mais relevantes do atual cenário musical pop, que de uma forma geral passa por uma mini crise e está órfã de nomes de peso e icônicas carreiras, como acontecia com cantoras como Britney Spears e Lady Gaga há cerca de uma década.

O sucesso também veio acompanhado de polêmica. Logo após o lançamento oficial, Ariana foi acusada de plágio pela rapper porto-riquenha Princess Nokia, cuja faixa Mine, lançada há mais de um ano, é realmente muito semelhante à lançada por Grande.

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thank u, next ainda não tem uma data de lançamento oficial, mas está previsto para sair entre outubro e dezembro. E se os singles lançados até agora são, realmente, um espelho do que Ariana Grande está preparando, o álbum tem tudo para ser um estrondo sucesso e cravar, de uma vez por todas, o nome da cantora na história da música pop.

vics

tem 24 anos e é formado em Jornalismo pela PUC Minas, com um MBA em Comunicação e Marketing. é o Diretor de Arte da revista, sendo o responsável pela criação da identidade visual da zine. ainda, escreve matérias sempre que tem uma boa pauta.

ao todo, já assistiu o correspondente a 13 meses em Séries, três meses em Filmes e em 2017 foram dois meses em reprodução de Música.

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